amuseBOUCHE

Para falar do que eu gosto...

DiárioReceitasVinhos & CiaDicas e AfinsDicionário

Arquivo de abril de 2008

Aprendiz VII – Vinhos Chilenos

sábado, 26 de abril de 2008

Nesta última 5ª. feira participei de mais uma degustação na Grand Cru da Granja Vianna, desta vez de vinhos chilenos. Foi mais um encontro agradável, descontraído, com gente divertida e papo idem. Marcel pilotou com a competência de sempre, auxiliado pela Bete e o fiel escudeiro David.

A grande surpresa, na minha opinião, foi o branco Floresta Chardonnay 2002. Isto mesmo: um vinho branco, chileno, de 2002, chegando a 2008 pleno, complexo e delicioso. Comprei uma das 2 últimas garrafas do estoque. Estou pensando agora em que prato preparar para degustar com esta preciosidade. Sugestões, como sempre, são bem-vindas.

Especial também o Medalla Real Corte 2005, elegante, “cheio de pimentão e páprica”, muito caprichado.

Minhas anotações desta noite à prova de eno-chatos:

Degustação de Vinhos Chilenos – Grand Cru Granja Vianna – 24.Abr.2008

1) Floresta Chardonnay 2002, Branco
- Viña Santa Rita – Valle do Maipo, Chile.
- Chardonnnay.
8 meses em barril de carvalho. Amarelo dourado, esverdeado. Aroma de abacaxi em calda, doces, resina, maçã vermelha, leve tostado. Boca: tostado, ácido, vegetal (aveia?), damasco, no final. Boa permanência, bom corpo.

2) Kankura Syrah Fleur Rouge 2006, Tinto
- Kankura S.A. – Valle de Colchagua, Chile.
- Syrah
Um vinho que não passa por madeira. 14,5°. Cor rubi-violeta. Aroma de especiarias, goiaba, pimenta, cereja e tostado (apesar de não passar por madeira! Nos perguntamos se o vinho não teria sido “chipado”. Na boca, especiarias e cereja. Ácido. Corpo e persistência médios.

3) Tabalí Reserva Merlot 2006, Tinto
- Viña Tabalí – Valle de Limarí, Chile
- Merlot
Cor densa, escura. Aroma de baunilha, madeira, cravo e canela. Na boca ameixa preta, especiarias, amora, tostado. Taninos e acidez equilibrados. Boa persistência.

4) Medalla Real Corte 2005, Tinto
- Viña Santa Rita – Valle do Maipo, Chile
- 70% Cabernet Sauvignon / 30% Carménère
No início, aroma intenso de pimentão / páprica, especiarias, couro. Menta no final. Na boca: especiarias, pimentão, grama, fruta vermelha. Taninos finos, corpo médio, equilibrado, persistência média. Um vinho caprichado, muito gostoso.

Aprendiz VII – Vinhos Chilenos

sábado, 26 de abril de 2008

Nesta última 5ª. feira participei de mais uma degustação na Grand Cru da Granja Vianna, desta vez de vinhos chilenos. Foi mais um encontro agradável, descontraído, com gente divertida e papo idem. Marcel pilotou com a competência de sempre, auxiliado pela Bete e o fiel escudeiro David.

A grande surpresa, na minha opinião, foi o branco Floresta Chardonnay 2002. Isto mesmo: um vinho branco, chileno, de 2002, chegando a 2008 pleno, complexo e delicioso. Comprei uma das 2 últimas garrafas do estoque. Estou pensando agora em que prato preparar para degustar com esta preciosidade. Sugestões, como sempre, são bem-vindas.

Especial também o Medalla Real Corte 2005, elegante, “cheio de pimentão e páprica”, muito caprichado.

Minhas anotações desta noite à prova de eno-chatos:

Degustação de Vinhos Chilenos – Grand Cru Granja Vianna – 24.Abr.2008

1) Floresta Chardonnay 2002, Branco
- Viña Santa Rita – Valle do Maipo, Chile.
- Chardonnnay.
8 meses em barril de carvalho. Amarelo dourado, esverdeado. Aroma de abacaxi em calda, doces, resina, maçã vermelha, leve tostado. Boca: tostado, ácido, vegetal (aveia?), damasco, no final. Boa permanência, bom corpo.

2) Kankura Syrah Fleur Rouge 2006, Tinto
- Kankura S.A. – Valle de Colchagua, Chile.
- Syrah
Um vinho que não passa por madeira. 14,5°. Cor rubi-violeta. Aroma de especiarias, goiaba, pimenta, cereja e tostado (apesar de não passar por madeira! Nos perguntamos se o vinho não teria sido “chipado”. Na boca, especiarias e cereja. Ácido. Corpo e persistência médios.

3) Tabalí Reserva Merlot 2006, Tinto
- Viña Tabalí – Valle de Limarí, Chile
- Merlot
Cor densa, escura. Aroma de baunilha, madeira, cravo e canela. Na boca ameixa preta, especiarias, amora, tostado. Taninos e acidez equilibrados. Boa persistência.

4) Medalla Real Corte 2005, Tinto
- Viña Santa Rita – Valle do Maipo, Chile
- 70% Cabernet Sauvignon / 30% Carménère
No início, aroma intenso de pimentão / páprica, especiarias, couro. Menta no final. Na boca: especiarias, pimentão, grama, fruta vermelha. Taninos finos, corpo médio, equilibrado, persistência média. Um vinho caprichado, muito gostoso.

Vem aí…

quinta-feira, 24 de abril de 2008

www.amusebouche.com.br

Vem aí…

quinta-feira, 24 de abril de 2008

www.amusebouche.com.br

Num é só nu Sanjuão.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aqui no condomínio temos três araucárias, plantadas lado a lado. Além de abrigarem duas casinhas de João-de-Barro, lá pelo final do outono elas me presenteiam com muitos pinhões, macios e graúdos. Meus vizinhos parecem não ligar para as sementes, que vão caindo no gramado pouco a pouco e diariamente. Melhor para mim, que fico com toda a “colheita”.

Tradicionalmente, aqui no Sudeste, comemos pinhão cozido em água e sal. Lá no interior de Santa Catarina, é comum reunir os amigos e fazer um “sapeco de pinhão”: ateia-se fogo num monte de palhas secas da araucária, deixando os pinhões tostar nesta fogueira, que se extingue em alguns minutos. Já no interior do Paraná, o pessoal gosta de assar as sementes na chapa do fogão a lenha. E a mãe de um conhecido meu, bem velhinha, filha de imigrantes italianos, faz spaghetti de pinhão (a massa, não o molho)…ou seja, pinhão não é só comida de festa junina; pode ser apreciado de várias maneiras.

Para aproveitar a primeira parte safra deste ano, preparei esta sopa, receita paranaense, que dá um baita trabalho (descascar 450g de pinhão!!!). O resultado vale o sacrifício.

Sopa de Pinhão

Ingredientes:

- 400g de pinhões cozidos e descascados.
- 50g de pinhões cozidos, descascados e fatiados em rodelinhas.
- 1 cenoura cortada em cubinhos de aproximadamente 0,5cm.
- 150g de toucinho picado em cubinhos.
- 2 litros de caldo de carne, aproximadamente.
- 1 punhado de salsinha picada.
- Sal o quanto baste

Modo de preparo:

1. No liquidificador, bata 400g de pinhão com o caldo de carne (quantidade necessária para que o líquido fique cremoso). Reserve.
2. Em uma panela grande, frite o bacon até que esteja bem torrado. Retire o excesso de gordura e acrescente a cenoura, mexendo de vez em quando, por aproximadamente 5 minutos ou até que comece a ficar macia.
3. Acrescente os pinhões em rodela e mexa por mais 2 minutos.
4. Acrescente os pinhões batidos no liquidificador. Deixe cozinhar por uns 5 minutos. Acerte o sal e finalize com a salsinha picada.

Num é só nu Sanjuão.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Aqui no condomínio temos três araucárias, plantadas lado a lado. Além de abrigarem duas casinhas de João-de-Barro, lá pelo final do outono elas me presenteiam com muitos pinhões, macios e graúdos. Meus vizinhos parecem não ligar para as sementes, que vão caindo no gramado pouco a pouco e diariamente. Melhor para mim, que fico com toda a “colheita”.

Tradicionalmente, aqui no Sudeste, comemos pinhão cozido em água e sal. Lá no interior de Santa Catarina, é comum reunir os amigos e fazer um “sapeco de pinhão”: ateia-se fogo num monte de palhas secas da araucária, deixando os pinhões tostar nesta fogueira, que se extingue em alguns minutos. Já no interior do Paraná, o pessoal gosta de assar as sementes na chapa do fogão a lenha. E a mãe de um conhecido meu, bem velhinha, filha de imigrantes italianos, faz spaghetti de pinhão (a massa, não o molho)…ou seja, pinhão não é só comida de festa junina; pode ser apreciado de várias maneiras.

Para aproveitar a primeira parte safra deste ano, preparei esta sopa, receita paranaense, que dá um baita trabalho (descascar 450g de pinhão!!!). O resultado vale o sacrifício.

Sopa de Pinhão

Ingredientes:

- 400g de pinhões cozidos e descascados.
- 50g de pinhões cozidos, descascados e fatiados em rodelinhas.
- 1 cenoura cortada em cubinhos de aproximadamente 0,5cm.
- 150g de toucinho picado em cubinhos.
- 2 litros de caldo de carne, aproximadamente.
- 1 punhado de salsinha picada.
- Sal o quanto baste

Modo de preparo:

1. No liquidificador, bata 400g de pinhão com o caldo de carne (quantidade necessária para que o líquido fique cremoso). Reserve.
2. Em uma panela grande, frite o bacon até que esteja bem torrado. Retire o excesso de gordura e acrescente a cenoura, mexendo de vez em quando, por aproximadamente 5 minutos ou até que comece a ficar macia.
3. Acrescente os pinhões em rodela e mexa por mais 2 minutos.
4. Acrescente os pinhões batidos no liquidificador. Deixe cozinhar por uns 5 minutos. Acerte o sal e finalize com a salsinha picada.

Radiola 3 – Asturiana (para o inverno…)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A corda Dó. Grave e potente. Em minha opinião, é o que faz a grande diferença e confere à viola o timbre sorumbático e profundo que só ela possui. Kim Kashlashian sempre soube explorar com muita competência o grande potencial sonoro deste instrumento. É uma de minhas violistas preferidas e não decepciona neste “Asturiana”, onde toca acompanhada por Robert Levin. O pianista, que eu ainda não conhecia, foi uma grata surpresa. Existe uma grande diferença entre um acompanhador e um camerista. Levin faz parte do último grupo.

“Asturiana” é um CD com transcrições para viola e piano de canções espanholas e argentinas compostas por De Falla, Granados, Guastavino, Ginastera, Montsalvatge e Lopez Buchardo. Quero destacar a primeira faixa, que apesar de composta pelo espanhol De Falla, tem um gosto de Kódaly e Bartok que me emocionou. Música de Câmara pura, com uma pitada de melancolia. Trilha sonora perfeita para os dias nublados de inverno que estão por chegar.

Kim Kashkashian Robert Levin
Asturiana – Songs from Spain and Argentina
ECM Records GmbH
Gravado em agosto de 2006 no Radio Studio DRS de Zürich
Fotos: J.L. Godard e Julien Jourdes

Radiola 3 – Asturiana (para o inverno…)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A corda Dó. Grave e potente. Em minha opinião, é o que faz a grande diferença e confere à viola o timbre sorumbático e profundo que só ela possui. Kim Kashlashian sempre soube explorar com muita competência o grande potencial sonoro deste instrumento. É uma de minhas violistas preferidas e não decepciona neste “Asturiana”, onde toca acompanhada por Robert Levin. O pianista, que eu ainda não conhecia, foi uma grata surpresa. Existe uma grande diferença entre um acompanhador e um camerista. Levin faz parte do último grupo.

“Asturiana” é um CD com transcrições para viola e piano de canções espanholas e argentinas compostas por De Falla, Granados, Guastavino, Ginastera, Montsalvatge e Lopez Buchardo. Quero destacar a primeira faixa, que apesar de composta pelo espanhol De Falla, tem um gosto de Kódaly e Bartok que me emocionou. Música de Câmara pura, com uma pitada de melancolia. Trilha sonora perfeita para os dias nublados de inverno que estão por chegar.

Kim Kashkashian Robert Levin
Asturiana – Songs from Spain and Argentina
ECM Records GmbH
Gravado em agosto de 2006 no Radio Studio DRS de Zürich
Fotos: J.L. Godard e Julien Jourdes

Só isso IV – reconfortante

domingo, 20 de abril de 2008

Quirera de milho, cozida só com sal, na consistência de polenta. Salsinha e pimenta dedo-de-moça, bem picadas. Manteiga. Para matar a fome do fim-de-noite.

Só isso IV – reconfortante

sábado, 19 de abril de 2008

Quirera de milho, cozida só com sal, na consistência de polenta. Salsinha e pimenta dedo-de-moça, bem picadas. Manteiga. Para matar a fome do fim-de-noite.
Amuse Bouche - Conteúdo alimentado por Rogério Moraes
Design; OPORTO design integrado