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Arquivo de fevereiro de 2009

Risotto de Aspargos e Tomates Cereja

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Um risotto bem simples para um dia difícil…

Demitir é ruim. Quando você gosta do colega, trabalha com ele há anos e está satisfeito com seu trabaho, demitir passa a ser péssimo. É impossível não se sentir um vilão. A consciência pesa, o coração fica apertado. Vem a frustração de não ter podido fazer nada para reverter a situação. A gente chega a perder o sono. E não me venham com a conversa de que o bom executivo tem que encarar friamente o processo de desligamento de um funcionário, que é inerente à função de um líder, blá, blá, blá. Isto é pura cascata corporativa. Coisa de auto ajuda “profissional” barata. Filosofia de banca de jornal, tipo “Você S.A.”. Quem demite e não se lamenta, por pior que seja o trabaho do demitido em questão, não é líder e muito menos ser humano.

Só mesmo cozinhando para tornar o fim do dia um pouco mais ameno. Dei uma olhada na geladeira e usei os ingredientes disponíveis. Piquei cinco ou seis aspargos em pedaços de mais ou menos 3 dedos. Branqueei-os em água fervente por um minuto e meio. Escorri e reservei. Refoguei 1 colher de cebola bem picadinha numa colher de sopa de manteiga. Juntei o arroz arborio, mexi um pouco e logo depois joguei vinho branco. Aproximadamente 1 cálice. Quando evaporou, abaixei o fogo e fui regando aos poucos com caldo de galinha, mexendo até que o arroz estivesse “al dente”. Então agreguei os aspargos e cozinhei por mais um minuto. Apaguei o fogo, juntei uns doze tomates cereja cortados ao meio, mais um pouco de manteiga e queijo parmesão ralado na hora, mexendo bem. Comi com bastante pimenta do reino e uma taça de Sedna Malbec Rosé 2007, para levantar o humor combalido. Se o vinho combinou com a comida? Não sei…na noite de quinta feira eu não estava com cabeça para estes detahes.

No fundo da gaveta

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sexta feira chuvosa. Despensa meio vazia e preguiça de ir ao supermercado. No fundo da gaveta do refrigerador, um enorme pimentão vermelho, esquecido há muitos dias. Na prateleira de cima, um galetinho assado se escondeu, disfarçado em papel alumínio. Não pense que minha geladeira é uma bagunça. Ela apenas tem o poder de dar vida a alguns alimentos que, para não serem consumidos, movimentam-se pelos lugares mais inóspitos e ficam lá por um bom tempo!

Despi o galeto de sua fantasia prateada e cortei-o em vários pedaços irregulares. Foi para a panela com água, cenoura, cebola, alho e vários temperos. Cozinhou em fogo bem baixo por uma hora, redendo um bom caldo.

Capturei o pimentão, lavei bem, tirei as sementes e cortei em tiras. Temperei com sal, azeite e sementes de erva-doce. No mesmo tabuleiro coloquei um tomate grande cortado em quartos e três dentes de alho. Assei tudo por cerca de 45 minutos.

Bati tudo no liquidificador com uma batata cozida. Deu sopa! E a receita está aí em baixo.


Sopa de Pimentão Vermelho e Erva Doce

Ingredientes:

- 1 pimentão vermelho grande, sem sementes e miolo, cortado em tiras de aproximadamente 1 dedo.
- 1 tomate grande, bem maduro, cortado em quartos.
- 3 dentes de alho descascados.
- 1 colher de chá de sementes de erva doce.
- 1 batata grande, cortada em cubos.
- 1,5 litros de caldo de galinha.
- 1 pitada de pimenta cayenne ou pimenta calabresa.
- 1 colher de sopa de vinagre balsâmico.
- Sal a gosto.
- Azeite o quanto baste.

Modo de Preparo

1. Coloque o pimentão, o tomate e o alho num tabuleiro ou refratário. Regue com um fio de azeite e sapique com a erva doce e uma pitada de sal. Leve ao forno pré-aquecido à temperatura de 200°C por cerca de 45 minutos, ou até que os legumes estejam assados.
2. Enquanto os legumes assam, leve uma panela ao fogo, coloque a batata em cubos, cubra com água e cozinhe até que os cubos estejam macios. Escorra e reserve.
3. Bata no liquidificador os legumes assados, a batata cozida e o caldo de galinha.
4. Numa panela, leve ao fogo a mistura batida no liquidificador. Quando ferver, abaixe o fogo e acrescente o vinagre balsâmico e a pimenta cayenne. Acerte o sal. Sirva, acrescentando um fio de azeite, se desejar.

Importante: aproveitei também umas fatias de jamón serrano disponíveis, cortando-as em tirinhas e jogando por cima da sopa, já no prato.

Alfarrábios III – Fim da Procura!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

40 anos hoje. Pensei em escrever sobre minha “mid-life crisis”. Pensei em fazer um balanço da vida até aqui. Concluí que não caberia neste espaço; ficaria muito chato, desinteressante. Cheguei a decidir não escrever nada a respeito. Afinal, sou daqueles que nunca ligou para aniversário. Na verdade, às vezes eu até esqueço do dia 10 de fevereiro. Tive uma colega que gostava tanto, mas tanto de seu aniversário que começava a planejar a festa com dois meses de antecedência. Eu não sou assim. Eu não dou a mínima. Tem gente que me acha estranho por causa disso (minha mãe diz que eu tenho que tratar isto na terapia… quem me conhece sabe que postar sobre meu aniversário já significa um grande avanço).

Mas hoje aconteceu algo que preciso registrar aqui. Há uns vinte anos que procuro dois livros que marcaram minha infância. Basta ver um sebo que não resisto entrar e perguntar por eles. Já passei horas no Google, visitei comunidades no Orkut, falei com ex-professoras… De tempos em tempos, de forma recorrente, vem a vontade de ver e ler estes dois livros de novo. E aí retomo a procura, sempre sem sucesso.

E hoje, acho que por causa desta data simbólica, resolvi procurar de novo. Sem muitas expectativas, fui outra vez ao google, digitei “sebos on-line” e encontrei este site. Para minha surpresa e como presente de aniversário, lá estavam os dois livros: “Pingo” e “Aprenda Física Brincando”. Viva, viva!!!

“Pingo”, de Maria Clara Machado, conta a história de um cavalinho que aprende a saltar. Foi o primeiro livro que li e por isto é tão importante para mim. Ainda me lembro da sensação de “ler um livro inteirinho” e como isto foi gratificante. Acho que vem daí a minha paixão por cavalos, principalmente os de salto e adestramento clássico.

O Segundo livro, “Aprenda Física Brincando” de J. Perelmann, é um tijolo de mais de quinhentas páginas que devorei aos 9 anos de idade. Perelmann destrincha de forma didática e divertida todos os complicômetros da Física. E ainda por cima propõe experiências fáceis que parecem mais brincadeira do que ciência. Faz perguntas como “Por que objetos pontiagudos picam?”, “Por que o gelo é escorregadio” e “Pode-se ferver a água na neve?” Ou seja, usa a curiosidade como alavanca para a compreensão dos fenômenos físicos.

“Aprenda Física Brincando” já está aqui comigo, como vocês podem ver na foto acima. Será devorado novamente. “Pingo” chega amanhã de Curitiba, por SEDEX. Este foi o presente que eu me dei, no dia dos 40: voltar no tempo uns 30 anos e por alguns segundos me sentir moleque de novo.

Aprendiz XII – Holandesa interessante

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Terça feira à noite tive a minha primeira vez com uma holandesa.

Calma, calma. Por favor não tire conclusões precipitadas. Estou falando de uma vinícola! O cardápio da KLM trazia uma seleção de vinhos de Zeeland, uma região que fica no sudoeste da Holanda e tem grande parte de suas terras abaixo do nível do mar.

Tomei um Schouwen-Druiveland Auxerrois 2007 (branco), produzido por “De Kleine Schorre”, produtor ainda jovem, que iniciou suas atividades em 2001. Me pareceu interessante. No mínimo porque eu não fazia idéia de que se produziam vinhos na Holanda. Aromas de abacaxi (parece que virou moda…), depois um cheiro de açúcar, algo como algodão doce. Na boca, ácido, levemente adocicado e frisante, porém não muito longo.

Até que para uma primeira vez, a impressão não foi ruim. Nada mal para um país que sabe mesmo é fazer cerveja.

Batata

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

teste

Abacaxi

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

teste

Té já!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bate e volta para a Holanda. Volto no sábado.

Té já!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bate e volta para a Holanda. Volto no sábado.

Fim de reinado de Nesch-king?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ouvintes conscientes, regozijai!

Não sou dado a criticar neste espaço, mas desta vez não pude evitar.

O empreendedor, musicólogo e especialista em auto-política-salarial John Neschling finalmente desceu do pódio da Osesp. Não se pode negar seu mérito: Neschling conseguiu reerguer o grupo e colocá-lo num primor de sede própria, com o prestígio renovado e uma imagem institucional prá lá de respeitável. A qualidade sonora também sofreu melhoria visível (ou melhor, audível). Na minha opinião, menos por suas habilidades como regente e mais pelo rigor administrativo que o musicólogo implantou, além da importação maciça que fez de instrumentistas do leste europeu. Nem nos tempos de Collor se importou tanto quanto na era Neschling! Brinco que a Osesp é uma orquestra Dutyfree: só tem importado!

Sim, Neschling marcou presença e deixou um legado expressivo. Só que demorou muito a “passar a batuta”. O problema é que ele nunca foi maestro. Digo maestro de verdade, que já sentou e tocou em algum naipe de orquestra e entende do riscado. Sabe quando o músico está enrolando, sabe quando pode dar mais, sabe fazer música. Convenhamos, este papel foi desempenhado por um bom tempo pelo brilhante Roberto Minzuck, que hoje está à frente da OSB. Sorte dos cariocas…

E sorte agora dos paulistas. Parece que o novo titular, Ian Pascal Tortelier, conhece o que faz. Estou ansioso para vê-lo reger, torcendo para que tenha herdado o talento e a musicalidade do pai. Espero que a melhor orquestra do Brasil (isto não é lá grande coisa, mas…) ganhe, enfim, um Maestro. Em tempos de eguinha pocotó e Malu Magalhães, nossos ouvidos bem que mereciam.

Fim de reinado de Nesch-king?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ouvintes conscientes, regozijai!

Não sou dado a criticar neste espaço, mas desta vez não pude evitar.

O empreendedor, musicólogo e especialista em auto-política-salarial John Neschling finalmente desceu do pódio da Osesp. Não se pode negar seu mérito: Neschling conseguiu reerguer o grupo e colocá-lo num primor de sede própria, com o prestígio renovado e uma imagem institucional prá lá de respeitável. A qualidade sonora também sofreu melhoria visível (ou melhor, audível). Na minha opinião, menos por suas habilidades como regente e mais pelo rigor administrativo que o musicólogo implantou, além da importação maciça que fez de instrumentistas do leste europeu. Nem nos tempos de Collor se importou tanto quanto na era Neschling! Brinco que a Osesp é uma orquestra Dutyfree: só tem importado!

Sim, Neschling marcou presença e deixou um legado expressivo. Só que demorou muito a “passar a batuta”. O problema é que ele nunca foi maestro. Digo maestro de verdade, que já sentou e tocou em algum naipe de orquestra e entende do riscado. Sabe quando o músico está enrolando, sabe quando pode dar mais, sabe fazer música. Convenhamos, este papel foi desempenhado por um bom tempo pelo brilhante Roberto Minzuck, que hoje está à frente da OSB. Sorte dos cariocas…

E sorte agora dos paulistas. Parece que o novo titular, Ian Pascal Tortelier, conhece o que faz. Estou ansioso para vê-lo reger, torcendo para que tenha herdado o talento e a musicalidade do pai. Espero que a melhor orquestra do Brasil (isto não é lá grande coisa, mas…) ganhe, enfim, um Maestro. Em tempos de eguinha pocotó e Malu Magalhães, nossos ouvidos bem que mereciam.

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