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Arquivo de janeiro de 2010

Amuse Bouche de janeiro

sábado, 30 de janeiro de 2010

 

Bem, na verdade é um amuse bouche do começo de dezembro…só que não houve tempo para publicar.

Super fácil: prepare um molho com 1 colher de sobremesa de missô, 2 colheres de café de limão (pode ser um pouco mais, se quiser) e 3 gotinhas de óleo de gergelim torrado. Tire o cabo de uma mini berinjela e corte-a ao meio no sentido longitudinal. Pincele o molho sobre a berinjela e leve para assar lentamente no forninho elétrico, com as cascas viradas para baixo. Quando as metades estiverem douradas arrume-as sobre um prato, salpique algumas sementes de gergelim preto e enfeite com umas flores de manjericão. E já que a influência é oriental, é boa idéia servir com hashis (os palitinhos)

 

berinjela

Importante: escolher mini berinjelas frescas e de qualidade, que tenham a casca não muito grossa.

Mais sobre Levain – Último Capítulo!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

 

Eis aí o resultado da “epopéia” de congelar levain durante as férias e na volta das viagens descongelá-lo: uma beleza de pain de campagne de fermentação natural.

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Concluo então que este método funcionou muito bem e parece ser uma opção bem menos trabalhosa do que secar e posteriormente reidratar.

Último capítulo com final feliz, como em toda novela que se preze.

Em tempo: agradeço a todos que mandaram sugestões de como conservar o fermento durante longos períodos de ausência, em especial o Rogério Shimura, a Nina e o Luiz Américo.

Mais sobre Levain – Capítulo 3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

 

O pote de levain saiu do freezer e ficou na geladeira por aproximadamente 18 horas, até que estivesse totalmente descongelado. Em seguida descartei metade do conteúdo (200g) e realimentei o que restou com 100g de água mineral + 100g de farinha de trigo integral orgânica. Deixei à temperatura ambiente. Três horas depois já era possível perceber o levain em plena “ebulição”: as bolhinhas de ar se formando, junto com o aroma ácido característico.

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Após 6 horas, realimentado e à temperatura ambiente a potência do fermento era tanta que resolvi repetir o processo de realimentação e voltar o pote à geladeira, conforme a rotina. Isto aconteceu de sábado para domingo. Na quarta feira seguinte repeti o processo de realimentação, como de costume. Há uns 30 minutos acabei de amassar mais um Pain de Campagne. Com levain natural, vivinho da Silva!

Mais sobre Levain – Capítulo 2

sábado, 16 de janeiro de 2010

 

Já contei neste post sobre algumas de minhas aventuras com pães de fermentação natural e o desafio de manter vivo o fermento durante minha ausência de fim de ano.

Passados quase vinte dias, acabo de chegar, ansioso por descongelar o Levain, seguindo as dicas do Rogério Shimura. O pote manteve-se bem no freezer durante o período, duro feito pedra. Já  o coloquei na geladeira. Vou esperar que descongele para começar a realimentação do bicho. Vamos ver no que dá…

 

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O inusitado foi que eu também passei por um “congelamento”, não na cozinha, mas em Londres. A nevasca da última semana fez com que eu perdesse o vôo e alguns compromissos. Graças ao Eurostar, consegui fugir da Inglaterra para o Continente via trem. Sobrevivi. Espero o mesmo para meu levain.

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Nos trilhos

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

 

É passeio para ser feito uma vez na vida e nada mais, do tipo “férias em família”. Mas vale a pena descer a Serra do Mar de trem até Morretes. É a segunda atração turística mais visitada do Paraná, atrás apenas das Cataratas do Iguaçu.  A viagem começa em Curitiba, onde o embarque é feito na rodoferroviária. Melhor escolher os “vagões executivos”. Apesar de mais caros (R$ 89,00 adultos e R$ 45,00 crianças), há maior espaço entre as poltronas, refrigerantes e cerveja à vontade (um lanchinho “de avião” também, mas vamos pular esta parte). Além disso, guias turísticos bilíngües, muito bem treinados, que comentam toda a viagem, chamando a atenção para os pontos mais interessantes do percurso.

 

Segundo a simpática Carol, responsável pelo nosso vagão, a ferrovia começou a ser construída em 1880, projeto inicial dos irmãos Rebouças. São 110km de descida de serra, 30 pontes e 13 túneis, partindo de 934m acima do nível do mar. O objetivo inicial da obra era integrar o litoral paranaense a Curitiba, permitindo o desenvolvimento econômico da região.

 

 

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Coloquei as Bachianas Brasileiras n°2 de Villa-Lobos no Ipod e comecei a curtir a viagem…

 

Cruzando o trecho de mata atlântica mais preservado do país.

 

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Represa Caiguava: a chaminé, agora dentro d’água, era de uma antiga olaria.

 

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Bromélias.

 

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Hortênsias ao longo dos trilhos. Não são espécies nativas e foram plantadas para a visita inaugural de D. Pedro II (que nunca aconteceu). Era uma de suas flores preferidas.

 

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Rio Ipiranga. Não, não é o riacho da independência…

  

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Na Serra do Mar.

 

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Ponte São João, a 55m de altura. Foi projetada no Brasil e construída na Bélgica.

 

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Pico do Marumbi.

 

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Após umas 3 horas de viagem, vamos chegando a Morretes, num calor úmido e insuportável. Nossa guia insiste: não dá para ir embora sem provar o prato mais famoso da cidade, o Barreado. Como é que é?!?? Comer Barreado em Morretes num calor de 40°C?!? Isto eu como é na casa meu sogro em Guaratuba, à beira da piscina. Ele faz o melhor barreado que conheço e, ainda por cima divide a receita, passo a passo:

 

Em tempo – dizem que o termo “barreado” vem da forma com que se fecha a panela de barro durante o cozimento: faz-se um “barro” de água + farinha de mandioca que é colocada ao redor da tampa para vedar a panela. Meu sogro garante que não é necessário, mas nesta receita fizemos questão utilizar a técnica, para honrar a tradição.

 

Barreado do Sogro

 

Ingredientes:

 

- 200g de manteiga.

- 3 cebolas grandes picadas grosseiramente.

- 500g de toucinho ou bacon picado em cubinhos.

- 1kg de músculo limpo e cortado em cubos de aproximadamente 3cm.

- 2kg de coxão duro cortado em cubos de aproximadamente 3cm.

- 500g de massa de tomate (ou uns 6 tomates bem maduros, sem pele, sem semente e picados).

- 1 colher de sopa rasa de cominho.

- Água ou caldo de carne (preferência do sogro) o quanto baste.

- Sal o quanto baste.

Para vedar a panela: farinha de mandioca e água misturados numa papa bem firme.

 

Modo de Preparo:

 

1.  Aqueça bem um panelão de barro (tem que ser de barro!) e derreta a manteiga.

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2. Acrescente a cebola e o toucinho, misture e refogue até que a cebola fique transparente.

 

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3. Junte a carne misturando bem e cozinhe por cerca de 5 minutos.

 

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4. Acrescente a massa de tomate e o cominho. Misture e cubra com o caldo de carne.

 

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5. Quando começar a ferver tampe a panela (vede com a massa de farinha se quiser, mas garanto que não precisa!) e deixe cozinhar por cerca de 4 a 5 horas ou até a carne ficar bem macia, desmanchando.

6. Com uma colher de pau, desmanche toda a carne na própria panela e deixe conzinhando para encorpar por cerca de mais meia hora. Acerte o sal e sirva acompanhado de farinha de mandioca e banana assada.

 

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Mais informações sobre o passeio de trem: www.serraverdeexpress.com.br

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