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Arquivo de fevereiro de 2011

Piadinha – Consultoria

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Recebida esta semana por e-mail, de um amigo consultor… ATENÇÃO: ESTE RESTAURANTE NÃO FICA EM SHANGHAI!!!

Semana passada fui com uns amigos em um novo restaurante no tatuapé percebemos que o garçom que anotava nossos pedidos carregava uma colher no bolso de sua camisa, o que era meio estranho.

Quando o auxiliar de garçom nos trouxe água e talheres, percebi que ele também carregava uma colher no bolso da camisa.
Olhei ao redor e vi que todos os funcionários do restaurante tinham colheres nos bolsos de suas camisas.

Quando nosso garçom retornou para nos servir o primeiro prato, perguntei-lhe:
- Porque a colher no bolso?
- Bem, ele disse, os proprietários do restaurante chamaram uma Consultoria para melhorar os nossos procedimentos.
Após vários meses de análises, eles concluíram que a colher é o talher que mais cai no chão.
Isso significa uma frequência aproximadamente de 3 colheres por mesa por hora.
Se o nosso pessoal estiver mais bem preparado, podemos reduzir o número de viagens à cozinha para buscar colheres limpas e isso significa uma redução em 15-homens-hora por turno.
Coincidentemente derrubei minha colher e ele pôde substituí-la de imediato com a sua colher sobressalente.
- Irei buscar uma nova colher na próxima vez que for à cozinha ao invés de ir especialmente até lá para essa tarefa, ele disse.
Fiquei muito bem impressionado. Aí percebi que havia um barbante pendurado para fora do zíper de sua calça.
Olhando em volta, vi que todos os garçons tinham um barbante similar para fora de suas calças.
Antes que nosso garçom se afastasse de nossa mesa, perguntei-lhe:
- Desculpe-me, mas pode me explicar porque você tem um barbante pendurado bem aí?
- Certamente, ele respondeu.
Aí ele abaixou a voz e disse:
- Não são todos que observam isso.
A empresa de consultoria que lhe mencionei também descobriu que podemos ganhar tempo no banheiro.
Amarrando esse barbante, o senhor sabe aonde, podemos puxá-lo sem encostar ‘nele’ e isso elimina a necessidade de lavarmos as mãos, reduzindo o tempo gasto no lavatório em 76.39 %. 

E economiza-se 22,41%  da conta de água.

- E como é que guarda o dito cujo, após usá-lo, perguntei?
- Bem, ele sussurrou, eu não sei como meus colegas fazem, mas eu uso a colher…

 

Shìn niàn kuài lè!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

 

Resoluções de ano novo são coisa complicada. Geralmente estabelecemos desafios intransponíveis e recorrentes, achando que com a virada de dezembro para janeiro, desta vez sim, muita coisa vai mudar. A verdade é que continuamos (quase) os mesmos. Os meses passam, nada acontece. E dá-lhe frustração. Comigo, pelo menos é assim.

 

Por isso em 2011 decidi baixar as expectativas. Mentalmente, dividi meus objetivos em duas categorias: os agradáveis e os necessários. Mais ainda, procurei limitar ao máximo a quantidade do que me auto impus. A lista ficou assim:

 

Objetivos “agradáveis”

- Começar um curso de fotografia: para tentar tornar as fotos deste blog um pouco mais decentes.

- Começar um curso de culinária chinesa: afinal, estando “in loco”, não há desculpas. Preciso entender melhor a intrigante cozinha deste país, que passa longe dos “China in Box” e assemelhados.

 

Objetivos “necessários”

- Estudar Mandarim diariamente, religiosamente: é o único jeito de aprender esta língua.

- Voltar a fazer alguma atividade física regular: dispensa comentários…

 

Passado um mês, posso dizer que o balanço do que realizei até agora foi bastante positivo:

 

- Curso de fotografia: já bem encaminhado, começo em meados de fevereiro.

- Mandarim: estou quase lá… digamos que tenho conseguido estudar religiosamente umas 3 ou quatro vezes por semana. Já é um progresso.

- Curso de culinária chinesa: grandes progressos! Começamos (a Gabi e eu) há três semanas. Depois de muita procura, encontramos um Cooking Studio “fèichang hăo”. O “The Kitchen at” é pilotado por Miranda Yao e seu marido o chef Norris Chen, que dá aulas de cozinha ocidental (geralmente para chineses). A culinária chinesa fica a cargo do chef Allan Wang e mais um time de convidados, conforme a especialidade. Apesar das classes serem em Mandarim, Miranda – que é formada em letras – acompanha os alunos traduzindo tudo para o Inglês, com muita clareza. Fichas técnicas e instruções de cada receita também são bilíngües.

 

Chef Wang e Miranda em ação

Chef Wang e Miranda em ação

 

Estamos curtindo muito cozinhar e aprender juntos. Como eu esperava, é surpreendente a variedade de técnicas, ingredientes e modos de preparo deste lado do mundo. Tudo muito diferente da maneira “européia” de cozinhar. Tudo interessantíssimo. Aos poucos, vou dividindo algumas destas descobertas por aqui.

 

 

Técnicas...

Técnicas d'aqui

 

Os mais atentos devem estar se perguntando sobre o “voltar a fazer alguma atividade física regularmente”. Pois bem, isto vou deixar para o ano novo… não 2012, vejam bem, mas para o ano novo Chinês, que começa exatamente hoje, 3 de fevereiro: shìn niàn kuài lè!

 

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Mise en place

 

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