amuseBOUCHE

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Té já!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bate e volta para a Holanda. Volto no sábado.

Fim de reinado de Nesch-king?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ouvintes conscientes, regozijai!

Não sou dado a criticar neste espaço, mas desta vez não pude evitar.

O empreendedor, musicólogo e especialista em auto-política-salarial John Neschling finalmente desceu do pódio da Osesp. Não se pode negar seu mérito: Neschling conseguiu reerguer o grupo e colocá-lo num primor de sede própria, com o prestígio renovado e uma imagem institucional prá lá de respeitável. A qualidade sonora também sofreu melhoria visível (ou melhor, audível). Na minha opinião, menos por suas habilidades como regente e mais pelo rigor administrativo que o musicólogo implantou, além da importação maciça que fez de instrumentistas do leste europeu. Nem nos tempos de Collor se importou tanto quanto na era Neschling! Brinco que a Osesp é uma orquestra Dutyfree: só tem importado!

Sim, Neschling marcou presença e deixou um legado expressivo. Só que demorou muito a “passar a batuta”. O problema é que ele nunca foi maestro. Digo maestro de verdade, que já sentou e tocou em algum naipe de orquestra e entende do riscado. Sabe quando o músico está enrolando, sabe quando pode dar mais, sabe fazer música. Convenhamos, este papel foi desempenhado por um bom tempo pelo brilhante Roberto Minzuck, que hoje está à frente da OSB. Sorte dos cariocas…

E sorte agora dos paulistas. Parece que o novo titular, Ian Pascal Tortelier, conhece o que faz. Estou ansioso para vê-lo reger, torcendo para que tenha herdado o talento e a musicalidade do pai. Espero que a melhor orquestra do Brasil (isto não é lá grande coisa, mas…) ganhe, enfim, um Maestro. Em tempos de eguinha pocotó e Malu Magalhães, nossos ouvidos bem que mereciam.

Petisco II

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Neste post ele estava com 3 meses. Vejam como anda a figura agora (com 5 meses).

Para presente

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Fila do caixa, na Livraria Cultura. Reparo na senhora à minha frente: baixinha, uns 65 anos, com uns sete ou oito livros na mão, todos do mesmo autor. A curiosidade vence a minha costumeira rabugice-de-fim-de-ano. Resolvo puxar papo:

- Pôxa, a senhora é fã do Rubem Alves, hein!?
- É que meu filho mais velho descobriu Rubem Alves e se “apaixonou” por ele…vou dar de presente de natal.
- Humm, sei…também gosto muito do Rubem Alves.

Três segundos de silêncio e ela continua, em tom de segredo:

- Sabe, eu tenho uma discoteca e uma biblioteca imensas… invisto a minha aposentadoria em livros. E em música! Costumo dizer que é a “fazenda” que eu vou deixar de herança para os meus filhos e netos. Conhecimento, prazer e cultura. Tenho certeza que a partilha das terras vai dar briga entre eles, mas será uma briga boa! (risos)

Pagamento feito, ela sai apressada para embrulhar os livros. Haja papel colorido. Rubem Alves tem conteúdo de muitos alqueires.

Tanta coisa…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tanta coisa acontecendo…as harmonizacoes improvaveis do Luiz Horta, o concurso de assados do Estadao que deixei de participar. Nao por falta de ideias, mas por falta de tempo para preparar e fotografar a receita. As degustacoes da Gran Gru a que tenho faltado. Os pratos que nao tenho feito. Os vinhos que nao tenho bebido. 1 ano de AmuseBouche que nao comemorei. O novo layout do blog, que esta na gaveta ha uns 6 meses. Os relatos de viagem…

Mal cheguei da Patagonia, passei 1 dia em S. Paulo e ca estou, postando de Moscow, num teclado em cirilico. Passei uns bons quinze minutos escrevendo estes 2 paragrafos (e onde e que esta o ponto de exclamacao?). A boa noticia e que esta e a ultima viagem do ano. Domingo estou de volta, pilotando meu fogao e botando o saca-rolhas para funcionar.

Antes que derreta…

domingo, 23 de novembro de 2008

…vou visitar o glaciar Perito Moreno. Depois Ushuaia. 10 dias de férias, depois de 1 ano e meio bem puxado. Moleskine e câmera já estão a postos. Depois eu conto. Até já!

Salsicha

sábado, 8 de novembro de 2008

Amuse Bouche, em tradução livre para o Português, para mim que dizer petisco.

E Petisco é o nome do mais novo membro da família: um dachshund pelo longo (salsichinha) prá lá de bacana e charmoso.
A foto está tremida porque a figura, que completou 3 meses no último dia 1, não para um minuto!

À mesa

sábado, 1 de novembro de 2008

Papo com o Lucas, 3 anos e meio, durante o almoço deste domingo (Imagine a cena):


Lucas: Pai, você almoçou muita coisa boa lá em Paris?
Eu: almoçar mesmo, filho, não deu muito tempo. Mas eu jantei nuns lugares legais.
Lucas: e o que você comeu?
Eu: Ah, muita coisa gostosa – ostra, pato, coelho…

cinco segundos de silêncio

Lucas, meio resignado: eu nuuunca vou comer coelho…
Eu: Por que, filho? É gostoso!
Lucas: Porque senão, quem vai dar ovo de chocolate prá mim ?!?

Abóboras

sábado, 1 de novembro de 2008

Cá estou eu de volta ao Brasil (pelo menos por 1o dias…triste a constatação de que este ano fiquei mais lá do que cá). Chego e me deparo com o condomínio todo enfeitado de “Jack o’Lanterns” e morcegos. Durante esta semana estão servindo “sangue de vampiro” na escola das crianças (quando eu era moleque a bebida chamava-se groselha – isto vale um capítulo à parte). A mãe de um coleguinha do Lucas telefona convidando-o para uma “festinha muito legal” com muitos monstros e terror. Declino, indignado.

Acho que Câmara Cascudo tremeu no túmulo neste dia 31. Tanto folclore de valor no Brasil, tanta tradição, tanta riqueza cultural. E a gente resolve comemorar, cada vez em maior escala, uma festa americana sem identificação com nossos valores e história!?!? Coisa estranha ver a criançada fantasiada de personangens que nunca fizeram parte de nosso imaginário…vindo bater à sua porta falando: trick or treat? Ah, tenham dó!!!

Se é para copiar os USA, que seja no que é bom. Por que não festejar o 7 de setembro com o mesmo patriotismo e entusiasmo do 4 de julho? Ou então, aproveitar o Thanksgiving para juntar a família, exercer gratidão, refletir?

Nem tudo está perdido. Feliz, constato que nenhum dos blogs que indico aqui ao lado fez menção ao famigerado “Halloween”.

Quanto à mim, prefiro minhas abóboras descascadas, picadas e cozidas num tacho, com muito açúcar, cravo e canela.

Em Paris, de novo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pretensão! Paris coisa nenhuma. Estou mesmo é num hotel em Roissypôle, grudado no Charles de Gaulle (dá prá ver a pista da janela do quarto). Pelo menos é perto do Parc des Expositions, onde acontecerá o Salon International D’Alimentation. SIAL 2008, para os íntimos como eu, que já participei desta feira umas 7 vezes.

Depois de tanto tempo não existem muitas novidades. Sempre as mesmas pessoas, os mesmos stands, os mesmos papos. Muita coisa perde a graça. Fico mesmo é torcendo para a função acabar logo.

Mas uma coisa esta feira tem de legal: o setor de tendências e inovação. Muita informação técnica sobre o que está sendo consumido, o que vai “virar moda” nos próximos anos e a evolução dos diferentes padrões de consumo de alimentos em cada um dos cinco continentes. Hoje, depois de acompanhar a montagem de nosso stand, dei uma passada por lá. Tudo ainda vazio, sem os produtos. Se aparecer coisa interessante, prometo postar.
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