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Férias & Fotos

terça-feira, 6 de março de 2012

Eu enrolei muito para escrever este post. Posterguei o máximo possível. Primeiro porque acho que este negócio de contar sobre férias é coisa de escola primária, quando “Tia Teteca” mandava fazer uma redação no primeiro dia de aula. Só para poder ficar a toa até a hora do recreio, enquanto os alunos escreviam, escreviam, escreviam. Depois porque apesar de curtir muito quando os blogs alheios contam sobre suas viagens (são excelentes fontes de dicas), quando chega a minha vez eu fico meio envergonhado, acho um pouco pernóstico sair dizendo por aí que fui para aqui ou para acolá. Dá uma certa sensação esnobe, salto alto. Por último, o tema foge um pouco da proposta inicial do AmuseBouche, que é falar de comida e correlatos.

Mas como as crianças queriam ver a nossa viagem do começo do ano publicada no blog, não tive saida. Portanto aí vão algumas fotos de nossa semana em Pesey-Vallandy. E, para não fugir (muito) à regra, vai de quebra uma receita típica do local. Desenhada porque, apesar de muito gostoso (e calórico!), o prato é praticamente “infotografável”.

Vista do nosso quarto no hotel…

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… que ficava bem próximo à entrada das pistas de esqui (só vestir a parafernália toda e andar uns 100m até o teleférico). Sim, eu apanhei pra caramba para esquiar (meeedo de arrebentar o joelho novamente!). E até agora não me conformo da molecadinha menor de 10 anos manejar esquis e snowboards muito melhor do que nós marmanjos!

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Do outro lado do vale, panorama das vilas de Pesey e Vallandry.

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Nos quatro últimos dias, volume de neve fora do normal…

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O que deixou as pistas em condições maravilhosas: neve virgem todas as manhãs!

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Nougat…

nougat

… e doces de uma patisserie em Vallandry:

patisserie

Tricobel: paraíso onde nos abastecemos…

tricobel
… de charcuterie de primeira…

charcuterie

… e de muito Reblochon (um de meus preferidos)…

fromages

... ingrediente indispensável da Tartiflette:

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La Jiao

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

 

Já escrevi por aqui que gosto e como muita pimenta. Tanto que umas das primeiras expressões que decorei quando cheguei foi: Ni you Lajiao ma? * Me é muito útil em restaurantes! Mas tive de me desfazer de minha “pimentoteca” por causa da mudança para Shanghai. Deixei para trás exemplares preciosos, colecionados ao longo de muitos anos. Procurei não fazer desta perda um “cavalo de batalha” pois sei que em termos de temperos e especiarias há muito o que se descobrir aqui na China. Esta semana comecei a recompor meu acervo com estas pimentas que encontrei num wet-market de Pudong. São semelhantes às nossas “dedo-de-moça”, porém menores e um pouco mais frutadas.

 

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Preparei com elas uma conserva clássica, no óleo e vinagre, bem à brasileira. Aos poucos o feijão de cada dia (sim, se encontra feijão por aqui!) vai tomando gosto… e a vida vai voltando à rotina…

 

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Pimenta em Conserva

 

Ingredientes:

 

- Um bom punhado de pimenta vermelha (tipo “dedo-de-moça”).

- Óleo de canola o quanto baste.

- Vinagre claro o quanto baste (utilizei vinagre de maçã).

- 2 dentes de alho descascados.

- 2 folhas de louro.

 

Modo de Preparo:

 

1. Lave muito bem as pimentas e arranque os cabinhos. Enxugue bem.

2. Acomode as pimentas, os dentes de alho e as folhas de louro em um vidro para compota (que tenha tampa), previamente fervido e bem enxuto.

3. Encha o vidro até a metade com vinagre. Complete com óleo e feche bem.

4. Aguarde pelo menos uma semana para consumir. Não é necessário guardar em geladeira.

 

* Algo como: Cê tem pimenta aí?

Boticão

segunda-feira, 22 de março de 2010

 

Não é que eu tenha medo. Ou aversão. A verdade é que ir ao dentista não está na minha lista das coisas mais agradáveis do mundo. Não me recuso a aparecer uma ou duas vezes por ano para uma limpeza profunda – e por isso não me lembro da última vez que tive um dente obturado. Mas há pelo menos uns 12 anos venho adiando a retirada do único siso que me nasceu totalmente fora do lugar. Invento desculpas, arrumo compromissos e complico a agenda para deixar a pequena cirurgia de extração para o próximo mês, próximo semestre ou, melhor ainda, próximo ano. A arte da procrastinação em seu estado mais puro.

 

Minha fuga durou até duas semanas atrás quando o dente começou a incomodar. Decidi finalizar o assunto de uma vez. Tomei coragem e liguei para a dentista, combinando a cirurgia para a última 6ª.feira. Apareci no consultório às 9hs em ponto, tenso e ansioso. Duas horas e várias anestesias depois, saí da cadeira com a boca costurada, um dente a menos e a recomendação de passar quatro dias sem mastigar. Ou seja, por enquanto só purê de batata, sopinhas e sorvete. Não há como ser diferente, o pós operatório é realmente chato e doloroso. E antes que me dêem a idéia advirto: não dá para tomar vinho (com canudinho) e antibiótico ao mesmo tempo!

 

Mas quem aprecia comida é criativo mesmo nos momentos de dieta. Entediado por dois dias consecutivos de “papinha”, resolvi incrementar um pouco o tradicional mingau de maisena do café da manhã com cardamomo e cúrcuma trazidos da última viagem a Dubai. O resultado foi bem interessante, agradável. E valeu para dar um pouco mais de cor às refeições tão sem graça destas últimas 48 horas. Pouco riso, pouco siso, mas pelo menos um pouco mais de sabor.

mingau

 

Mingau de Maisena com Cardamomo e Cúrcuma

 

Ingredientes (1 pessoa):

 

- 200 ml de leite integral.

- 1 colher de sobremesa bem cheia de maisena.

- 4 favas de cardamomo.

- 1 colher de sobremesa de mel (ou mais, a gosto).

- 1 pitada de sal (opcional).

- 1 colher de sobremesa de manteiga.

- Cúrcuma em pó, o quanto baste.

 

Modo de Preparo:

 

1. Uma panelinha, coloque o leite e dissolva a maisena.

2. Amasse com os dedos levemente as favas de cardamomo, o necessário para abri-las um pouco e permitir que liberem seu aroma. Acrescente à panela, juntamente com o mel, a manteiga e uma pitada de sal (opcional).

3. Leve a panela ao fogo bem baixo, misturando sempre, até adquirir a consistência de mingau.

4. Coloque em uma tigela e polvilhe um pouco de cúrcuma. Servir morno.

 

Chá de Poltrona

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

 

Pode haver vantagem em passar horas a fio dentro de um avião? A menos que você seja piloto, poucas. Muito poucas. Para o passageiro há algumas alternativas para matar o tempo: é possível colocar em dia todos aqueles livros que estão parados em sua cabeceira, na fila para serem lidos. Na minha mesinha existem diversos. Mas levar vários livros torna a mala mais pesada. E eu só viajo com bagagem de mão, não importa o destino e a duração da estadia. Havendo lavanderia, me viro com uma mala apenas, que não pesa mais de 15 kg e vai sempre a bordo, com um livro apenas para toda a viagem.

Outra opção é assistir aos filmes a bordo. Depois de uns dois ou três, você não agüenta mais ver filme. E quando se vai para fora do Brasil pelo menos duas vezes por mês, com as mesmas KLM, British ou Air France, o repertório se esgota.

 Trabalhar no computador? Também é possível. Hoje as poltronas têm até tomada para carregar os aparelhos. O telefone não toca e ninguém interrompe. Uma hora e meia são suficientes para colocar tudo em dia e preparar relatórios, se necessário. O que fazer com as outras infindáveis horas de vôo? Jogar baralho. Com quem? Comer, dormir? Caminhar pelo avião? Haja criatividade.

Ler as revistas de bordo é a última opção. Geralmente são chatas e superficiais. Mas há boas surpresas. A edição de fevereiro da revista da KLM (Holland Herald), por exemplo, trouxe uma edição sobre design bem interessante. Às vezes aparecem receitas boas. Como este Parfait, que arranquei de uma revista da TAM. A preparação original pedia frutas vermelhas para a calda: morango, framboesa, cerejas e amoras. Entretanto resolvi aproveitar um saco de pitangas que colhemos ano passado e congelamos. Passei-as pela centrífuga e consegui uns 250ml de suco, bem concentrado. Funcionou muito bem, o sabor das pitangas, bem refrescante, levemente ácido, contrastando com a cremosidade. Foi uma descoberta. Acho inclusive que é uma boa “receita base”, facílima e que aceita variações com outros tipos de fruta: cajá, acerola, maracujá, talvez coco ou limão. Digna de fazer parte do “repertório” de sobremesas do dia a dia. O que me lembra que voar é aborrecido, mas vez ou outra tem lá suas vantagens…

 

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Parfait de Pitanga

Adaptado da receita do chef Francisco Soares Neto, publicada na revista de bordo da TAM

 

Ingredientes:

 

- 2 claras de ovo.

- 2 xícaras de açúcar.

- 2/3 de xícara de água.

- 250ml de suco de pitanga, bem forte.

- Suco de ½ limão.

- 300g de creme de leite sem soro.

 

Modo de preparo:

 

1. Prepare uma calda com a água e o açúcar em ponto de fio. Deixe amornar.

2. Numa batedeira, bata as claras em neve e então adicione a calda morna, sem parar de bater, pouco a pouco. Deixe bater por 10 minutos.

3. Misture o suco de limão ao suco de pitanga e adicione às claras em neve, pouco a pouco, sempre batendo.

4. Desligue a batedeira e acrescente o creme de leite, misturando delicadamente.

5. Colocar em uma forma (uso as de pão de forma) e deixar no freezer por pelo menos 4 horas antes de servir.

Mais sobre Levain – Último Capítulo!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

 

Eis aí o resultado da “epopéia” de congelar levain durante as férias e na volta das viagens descongelá-lo: uma beleza de pain de campagne de fermentação natural.

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Concluo então que este método funcionou muito bem e parece ser uma opção bem menos trabalhosa do que secar e posteriormente reidratar.

Último capítulo com final feliz, como em toda novela que se preze.

Em tempo: agradeço a todos que mandaram sugestões de como conservar o fermento durante longos períodos de ausência, em especial o Rogério Shimura, a Nina e o Luiz Américo.

Mais sobre Levain – Capítulo 3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

 

O pote de levain saiu do freezer e ficou na geladeira por aproximadamente 18 horas, até que estivesse totalmente descongelado. Em seguida descartei metade do conteúdo (200g) e realimentei o que restou com 100g de água mineral + 100g de farinha de trigo integral orgânica. Deixei à temperatura ambiente. Três horas depois já era possível perceber o levain em plena “ebulição”: as bolhinhas de ar se formando, junto com o aroma ácido característico.

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Após 6 horas, realimentado e à temperatura ambiente a potência do fermento era tanta que resolvi repetir o processo de realimentação e voltar o pote à geladeira, conforme a rotina. Isto aconteceu de sábado para domingo. Na quarta feira seguinte repeti o processo de realimentação, como de costume. Há uns 30 minutos acabei de amassar mais um Pain de Campagne. Com levain natural, vivinho da Silva!

Mais sobre Levain – Capítulo 2

sábado, 16 de janeiro de 2010

 

Já contei neste post sobre algumas de minhas aventuras com pães de fermentação natural e o desafio de manter vivo o fermento durante minha ausência de fim de ano.

Passados quase vinte dias, acabo de chegar, ansioso por descongelar o Levain, seguindo as dicas do Rogério Shimura. O pote manteve-se bem no freezer durante o período, duro feito pedra. Já  o coloquei na geladeira. Vou esperar que descongele para começar a realimentação do bicho. Vamos ver no que dá…

 

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O inusitado foi que eu também passei por um “congelamento”, não na cozinha, mas em Londres. A nevasca da última semana fez com que eu perdesse o vôo e alguns compromissos. Graças ao Eurostar, consegui fugir da Inglaterra para o Continente via trem. Sobrevivi. Espero o mesmo para meu levain.

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Zahyra

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

 

Ela partiu semana passada, após alguns dias de luta contra uma pneumonia teimosa. Em fevereiro de 2010 completaria 100 anos. Minha avó paterna teve uma vida valente. Enviuvou relativamente cedo. Sozinha e sem perder o sorriso no rosto, criou 10 filhos e um sobrinho. A saúde a acompanhou quase até o final.

 

Morei com ela no Rio de Janeiro, nos anos de faculdade. Agüentava minhas 6 horas de estudo de violino sem reclamar e ainda que eu já tivesse mais de 18 anos, ralhava quando chegava das farras de madrugada. Recebia com carinho alguns colegas músicos que vinham estudar no Rio e ficavam hospedados em casa até encontrarem apartamento. Gostava de me assistir na Sala Cecília Meireles e não se importava quando o quarteto de cordas em que eu tocava ensaiava em sua sala de visitas. Não eram tempos fáceis. Como músico de orquestra, meu ritmo de vida era muito puxado e o dinheiro nem sempre sobrava. Eu era moleque novo, recém saído do ninho, tentando “engolir” o mundo sem saber direito que rumo tomar. Nas alegrias e nas frustrações, vovó estava sempre lá, firme. Hoje chego à conclusão de que sem o seu apoio naquela época, minha vida teria sido muito, muito mais difícil.

 

Nos últimos anos, apesar dela ter vindo morar em São Paulo, nos distanciamos um pouco. Por quê? Não sei explicar. A vida de casado, a correria de viver metade do mês fora do Brasil, a rotina com as crianças? Nada disso justifica. Talvez o incômodo inconsciente de ver quem a gente gosta ficar senil a ponto de não nos reconhecer? De constatar que mesmo aquelas pessoas que são esteio e fortaleza em nossas vidas passarão um dia? Pode ser, mas não alivia nem um pouco o remorso de não termos convivido mais nesta etapa final.

 

Me despedi da vovó Zahyra há exatos 10 dias, quando a visitei na UTI. Vi a lutadora de sempre brigando novamente com todas as suas forças. Desta vez contra a dor e a dificuldade de respirar. Quando eu entrei na sala ela abriu os olhos e entendi imediatamente que aquela seria a última vez.

 

Engraçado como nestas horas a gente lembra dos momentos mais ternos e mais felizes, das manias simpáticas, dos gestos de carinho e das tradições. Na minha família, no dia do natal há um doce que não pode faltar. Era a receita preferida do avô que morreu cedo e não conheci. A vovó fez questão de continuar preparando para os filhos e netos. E também passou o “segredo” adiante. Este creme de castanhas é tão delicioso quanto as suas outras sobremesas: o doce de abóbora, a banana caramelada, a “sobremesa deliciosa” (um pavê que ela inventou) e a Ille Flotant. Mas tem um gosto especial de natal e de perpetuidade que não posso descrever. Prepará-lo hoje foi o melhor jeito que encontrei de lembrar dela. Um beijo, Zazá. Saudade.

 

pudimcastanhas

 

Creme de Castanhas

 

Ingredientes:

 

- 4 xícaras de leite integral.

- 3 colheres de sopa de amido de milho.

- 3 gemas.

- Açúcar a gosto (umas 2 colheres de sopa, o creme não deve ficar muito doce).

- Um prato cheio de castanhas portuguesas cozidas, descascadas e amassadas grosseiramente com um garfo.

- 2 colheres de sopa de cacau em pó.

- 4 gotas de essência de baunilha.

- 1 pitada de sal.

- Susupiros ou claras em neve batidas com açúcar, o quanto baste.

 

Modo de preparo:

 

1. Misturar as gemas com o açúcar e o sal.

2. Acrescentar o leite, o amido de milho (dissolver num pouquinho de leite para evitar formar grumos), o cacau em pó e a baunilha. Misturar bem e levar ao fogo bem baixo até formar um creme.

3. Acrescentar as castanhas ao creme, misturar e colocar num pirex (ou então em taças, como eu prefiro).

4. Depois de frio, cobrir com suspiro (claras batidas em neve com açúcar) e levar à geladeira. Servir bem gelado.

Pudim de Pão II

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

 

A dica foi enviada pela Chris através de um comentário neste post. É o pudim de pão que a avó dela fazia, sem leite condensado. Totalmente “slow food”!

 

Nada melhor que um feriado com bastante tempo livre para testar a sugestão. Confesso que quando terminei de bater a massa no liquidificador fiquei bastante apreensivo. Achei-a muito líquida; tive a impressão de que talvez o pudim não firmasse. Mas não se deve desconfiar das receitas de avó. São aperfeiçoadas ao longo de muitos anos e sempre dão certo. De modo que segurei meus instintos e segui todas as instruções, exceto pelo absinto e as frutas cristalizadas, que não havia na despensa. A receita rende bastante. Enchi uma forma “normal” de 23cm e outra do tipo “bolo inglês”. Como meu forno é meio biruta, precisei de um tempo um pouco maior para assar, cerca de 2 horas.

 

Se ficou bom? Sensacional! Pela foto abaixo, meio tosca e tirada com o celular, dá para perceber que sobrou quase nada. Testado, aprovado e recomendado. Obrigado Chris!

 

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Pudim de pão com frutas cristalizadas e damascos ao aroma de Absinto
receita da Marie Christine Carrano

Ingredientes:

- 1 l de leite
- 4 xícaras de miolo de pão cortado em cubos
- 8 ovos
- 3 xícaras de açúcar
- 250 g de frutas cristalizadas
- 100 g de damascos secos
- 2 cálices de rum
- 2 cálices de Absinto
- 1 colher de chá de canela em pó
- calda de caramelo feita com 2 xícaras de chá de açúcar e uma de água

Modo de Preparo:

Coloque as frutas cristalizadas e os damascos bem picados de molho no rum e no Absinto.
Deixe o pão de molho no leite por mais ou menos 1 hora. Depois desse tempo, esprema bem até obter a quantidade de 4 xícaras. Torne a colocar o pão no mesmo leite e junte o açúcar, a canela e os ovos. Bata tudo no liquidificador.
Quando tiver se formado uma massa homogênea, despeje numa travessa e acrescente as frutas e as bebidas e misture bem.
Prepare a calda de caramelo (se achar necessário, coloque um pouco mais de açúcar e água). Despeje o caramelo numa forma de pudim com furo no meio.
Espalhe bem pela forma toda e espere esfriar um pouco. Despeje o pudim na forma, espalhando as frutas no fundo. Asse em forno moderado, em banho-maria, durante 1 ½ h mais ou menos ou até que enfiando um palito, este saia limpo.
Deixe esfriar e leve à geladeira. Na hora de servir, aqueça rapidamente a forma para que o caramelo derreta um pouco e desenforme num prato de bolo.
Bom apetite!

Rendimento: 8 a 10 porções

Limão Confit

domingo, 20 de setembro de 2009

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É fácil fazer: pegue uns 5 limões sicilianos, lave bem e corte em quartos quase até o final da fruta. Não separe as partes. Por dentro de cada limão cortado em quartos, coloque bastante sal grosso. Depois acomode um limão de cada vez num pote que possa ser fechado hermeticamente. Acrescente uma ou duas folhas de louro, uns grãozinhos de pimenta e 2 cravos da Índia. Coloque no pote 5 colheres de sopa de sal grosso e acrescente o suco de 1 limão. Complete com água fervente até a boca do pote. Tampe. Quando esfriar, balance o pote para ir dissolvendo o sal. Guarde na despensa por 4 semanas, para então utilizar como acompanhamento de frutos do mar, aves grelhadas, pratos marroquinos e no amuse bouche de setembro (a receita vem nos próximos dias).

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