amuseBOUCHE

Para falar do que eu gosto...

DiárioReceitasVinhos & CiaDicas e AfinsDicionário

Arquivo da Categoria ‘Massas Veggie e Riso’

Amuse Bouche de janeiro

sábado, 30 de janeiro de 2010

 

Bem, na verdade é um amuse bouche do começo de dezembro…só que não houve tempo para publicar.

Super fácil: prepare um molho com 1 colher de sobremesa de missô, 2 colheres de café de limão (pode ser um pouco mais, se quiser) e 3 gotinhas de óleo de gergelim torrado. Tire o cabo de uma mini berinjela e corte-a ao meio no sentido longitudinal. Pincele o molho sobre a berinjela e leve para assar lentamente no forninho elétrico, com as cascas viradas para baixo. Quando as metades estiverem douradas arrume-as sobre um prato, salpique algumas sementes de gergelim preto e enfeite com umas flores de manjericão. E já que a influência é oriental, é boa idéia servir com hashis (os palitinhos)

 

berinjela

Importante: escolher mini berinjelas frescas e de qualidade, que tenham a casca não muito grossa.

Amuse Bouche de novembro: pontas de aspargos no pires com brie fondant e mel silvestre

sábado, 28 de novembro de 2009

 

Nesta época do ano, aqui em São Paulo, aparecem aspargos por todos os lados. Bom motivo para um Amuse Bouche. A idéia deste mês é muito simples, não dá pra chamar de receita, apesar do título comprido do post. Preenchi a parte redonda de um pires (onde se “encaixa” a xícara) com mel silvestre. Coloquei uma ponta de aspargo que foi previamente branqueada por 1 minuto em água fervente. Por cima um naco de queijo brie. Em seguida, levei tudo ao forno bem quente, por uns poucos minutos. Apenas o suficiente para o queijo começar a derreter. Muito fácil. Muito gostoso.

 

aspargo2

Facsimile

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A idéia foi descaradamente roubada do Gardênia Café. Foi lá que comi um Risotto de Calabresa com Coulis de Rúcula, muito gostoso. Tentei repetir a receita em casa, trocando a calabresa por salame italiano. Deduzi que um coulis de rúcula se faz usando caldo de legumes e um pouco de vinho branco. E usei o instinto para definir as quantidades de cada ingrediente. Ficou muito bom e casou perfeitamente com o vinho daquela noite, um Masseria Trajone 2007, que é um Nero D’Avola siciliano de bom corpo e custo benefício muito interessante, importado pela Vinci.

 

risottosalame

Risotto de Salame Italiano com Coulis de Rúcula

 

Ingredientes (para 2 pessoas):

 

Para o coulis de rúcula:

- 2 colheres de sopa de caldo de legumes.

- 2 colheres de sopa de vinho branco seco.

- 1 punhadinho de rúcula.

 

Para o Risotto:

- 200g de Arroz Arboreo.

- 3 colheres de sopa de azeite de oliva.

- 1 colher de sopa de cebola bem picadinha.

- 1 dente de alho picado.

- 4 colheres de sopa de salame tipo italiano picado em cubinhos de cerca de 0,5cm.

- 4 colheres de sopa de coulis de rúcula.

- 150ml de vinho branco seco.

- Caldo de legumes, o quanto baste (aproximadamente uns 600ml).

- 1 colher de sopa de manteiga.

- 1 colher de sopa de queijo tipo parmiggiano ralado.

- Algumas folhas de rúcula para enfeitar.

 

Modo de Preparo:

 

1. Faça o coulis de rúcula: bata no liquidificador ou processador a rúcula com o caldo de legumes e o vinho branco seco.

2. Numa panela, refogue no azeite de oliva a cebola e o alho, até que fiquem macios, tamando cuidado para não queimar.

3. Acrescente o arroz e misture por uns 2 minutos até que esteja bem “envolvido” pelo azeite.

4. Acrescente o vinho branco e mexa até que o álcool evapore e o arroz absorva o vinho

5. Acrescente o caldo de legumes quente, pouco a pouco (uns 100ml de cada vez), sempre misturando bem, até que o arroz fique al dente. 

6. Acrescente o salame picado e 4 colheres de sopa do coulis de rúcula, misturando por cerca de 1 minuto.

7. Desligue o fogo e acrescente a manteiga e o queijo, mexendo bem até que a manteiga derreta. Sirva imediatamente.

Sobrou coulis de rúcula? Use-o para enfeitar o prato.

Petulância

terça-feira, 25 de agosto de 2009

 

Não é novidade que sou fã do “Paladar” do Estadão. Gosto do valor que o jornal dá a comer e beber bem, das boas idéias, dos artigos do Luiz Horta e do Luiz Américo, da criatividade em explorar velhos ingredientes de uma nova maneira. Como na última quinta feira, quando o caderno apresentou uma matéria muito interessante : foram dez receitas bem originais, todas criadas por chefs renomados, usando o bem conhecido atum enlatado. E como “brinde” veio também um método caseiro para produzir a conserva. 

 

Tudo isto me lembrou uma receita do tempo de recém casado. Não muito original, porém barata e prática. Ideal para casalzinho com orçamento apertado. Boa também para os dias de calor, pois consiste em misturar macarrão cozido a um “molho” de atum em lata frio. Desculpem a petulância, mas é tão gostosa quanto as outras dez do Estadão.

 

atum3

 

Serpentini com Atum

 

Ingredientes (para 2 pessoas):

 

- 2 tomates tipo italiano bem maduros, sem semente, picados em cubinhos.

- ½ pimenta dedo de moça, sem sementes, bem picadinha (opcional).

- 1 dente de alho branqueado* picado.

- Um punhado de salsa fresca picada.

- 1 lata de atum em água, escorrido.

- Acceto balsâmico a gosto (eu coloco aproximadamente 1 colher de sopa).

- Aproximadamente 4 colheres de sopa de azeite de oliva.

- Sal a gosto.

- Pimenta do reino a gosto.

- 300g de serpentini de grano duro (ou fusili, ou qualquer outra massa curta disponível).

 

* deixe o dente de alho, com casca, em água fervente por uns 2 minutos. Descasque e utilize. Isto irá suavizar um pouco o gosto forte do alho.

 

Modo de preparo:

 

1. Numa tigela, misture todos os ingredientes, exceto a massa. Deixe marinando enquanto cozinha a massa.

2. Cozinhe a massa al dente, conforme as instruções da embalagem. Escorra e misture ao molho. Sirva imediatamente.

Disaster Proof

domingo, 5 de julho de 2009

Desastres acontecem na minha cozinha. Mais freqüentemente do que conto por aqui. Anteontem resolvi bolar um couscous com legumes assados. Muito fácil, não tinha como dar errado: picar abobrinha, tomates cereja e pimenta cambuci (chapéu de padre), regar com azeite + sal + alho e levar ao forno. Depois misturar com couscous hidratado com caldo de legumes bem quente e salpicar hortelã. Ficou horrível. Sem gosto e sem textura. Acabamos pedindo uma pizza.

Era preciso tirar a má impressão no jantar seguinte e o frio me lembrou desta receita à prova de erros: Pasta e Fagioli é um típico prato-família na Itália. Não existe uma “fórmula tradicional”. A preparação varia de mamma para mamma, de região para região e depende muito dos ingredientes disponíveis. Conheço, por exemplo, uma outra maneira de se fazer, onde o feijão é batido com os legumes, como se fosse um creme, que experimentei em Verona.

Desta vez aproveitei uns fagioli lamon que trouxe da Itália na última viagem. Orgânicos e cultivados no Piemonte, são uma variedade de Fagioli Borlotti ovalada e rajada de marron. Têm um sabor muito peculiar, um pouco tostado, lembrando nozes. Guardei um punhado de caroços para plantar. Vamos ver se vingam… No dia a dia, é claro que utilizo qualquer feijão marrom que fique graúdo e firme quando cozido. E a pasta que estiver disponível na despensa. Como boa comfort food, a Pasta e Fagioli depende mais do carinho com que se prepara do que do rigor e origem dos ingredientes.

pasta-e-fagioli-004

Uma Versão de Pasta e Fagioli

Ingredientes:

- 150g de feijão do tipo graúdo (utilizei o italiano lamon, mas até o mulatinho serve…).

- ½ cebola picadinha.

- 2 dentes de alho picadinhos.

- 1 talo de salsão picadinho.

- 4 colheres de sopa de azeite de oliva.

- 1 lata de tomate pelado, picado.

- 1 folha de louro.

- 1 ramo de alecrim fresco.

- 1 litro de caldo de galinha.

- 2 bons punhados de macarrão curto (utilizei serpentini de grano duro).

- 1 pitada de pimenta tipo calabresa (opcional).

- Sal e pimenta do reino moída o quanto baste.

Modo de preparo:

1. Numa tigela, deixe os feijões de molho em água por cerca de 12 horas. Após este período, escorra a água, coloque os feijões em uma panela, cubra com água e cozinhe até que estejam macios, porém firmes. Reserve.

2. Em uma panela, coloque o azeite, a cebola, o alho, o salsão e o louro. Refogue, mexendo de vez em quando, até que a cebola esteja transparente.

3. Acrescente o tomate pelado picado, os feijões e o ramo de alecrim. Refogue por cerca de 3 minutos.

4. Acrescente o caldo de galinha. Quando começar a ferver, acrescente o macarrão. Cozinhe com a panela tampada, em fogo baixo, até que o macarrão esteja cozido.

5. Acerte o sal, coloque a pimenta do reino moída e a pimenta calabresa (opcional).

6. Se quiser, polvilhe parmiggiano ralado ao servir.

Nota: Com esta sopa bebemos o Senhorio de Nava Reserva 2004, um Ribeira del Duero que comentei neste post. Ele não se mostrou tão exuberante quanto eu esperava, mas é um vinho bastante elegante, equilibrado, de corpo médio, com notas de madeira e louro que, em tese combinariam bem com a Pasta e Fagioli. Acontece que este prato tem sabor bem delicado, eu não carreguei no tempero nem salguei demais, pois queria mesmo o sabor dos vegetais. O vinho, apesar de gostoso, ficou um pouco “over” na harmonização.

Ad Libtum

sexta-feira, 26 de junho de 2009

 

É chegar de viagem e querer reproduzir novos pratos e conceitos que provei. Desta vez foi Fideuá. O que é? Para simplificar, uma espécie de paella, só que feita com macarrão tipo cabelinho de anjo (fidelini). Todas as receitas que pesquisei eram a base de frutos do mar. Como eu queria experimentar logo resolvi criar esta versão meio “brasiguaia” com linguicinha defumada e vegetais ao invés dos camarões, peixes e mariscos tradicionais. Foi “best seller” por aqui e, conforme exigido pelas crianças, será repetido em breve. Pretendo preparar também a receita clássica, tão logo consiga frutos do mar frescos o suficiente.

 

Em tempo: a grande descoberta da viagem foram os vinhos de Ribeira del Duero. Umas duas pessoas me falaram com muito entusiasmo desta região e como seus vinhos estão cada vez melhores, sendo, na opinião deles, superiores aos de La Rioja. Partidarismo catalão ou não, por recomendação destes amigos provei um Arrocal 2005 Selección DO Ribeira del Duero que achei fantástico. Muito equilibrado, leve, mas ao mesmo tempo complexo, com muitas especiarias e frutas, especialmente cravo e canela, sem perder aquele toque de folha de louro que eu gosto tanto nos espanhóis. Por EUR 29 (justo, levando-se em conta que era preço de restaurante…). Trouxe na mala 2 garrafas de outro Ribeira, Señorio de Nava Reserva 2004 por EUR 17 cada no Duty Free de Barajas. Quando as abrir, comentarei por aqui.

fideua2

 

Fideuá Fajuta

 

Ingredientes (para 4 pessoas):

 

- 200g de macarrão tipo fidelini (cabelinho de anjo).

- ½ cebola grande picada.

- 3 dentes de alho descascados e fatiados.

- 1 cenoura grande picada em cubos de aprox. 1 cm.

- ½ pimentão vermelho picado em cubos de aprox. 1 cm.

- 2 tomates bem maduros sem pele e sem semente, picados.

- Aprox. 60g de ervilhas.

- 2 linguicinhas defumadas picadas em rodelas finas.

- Cerca de 3 colheres de sopa de azeite de oliva.

- Açafrão moído o quanto baste (eu utilizei ½ envelope de Paellero Carmencita)

- 1 litro de caldo de legumes (ou o dobro do volume de macarrão que você utilizar)

- Sal o quanto baste.

- Páprica doce para enfeitar.

 

Modo de Preparo:

 

1. Quebre levemente o fidelini com as mãos. Reserve.

2. Leve uma paella (panela própria) ao fogo com o azeite e a linguicinha picada. Quando a linguicinha começar a tomar cor, acrescente a cebola e o alho. Mexa de vez em quando, até que a cebola fique transparente.

3. Acrescente a cenoura, as ervilhas, os tomates e o pimentão. Refogue por cerca de 3 minutos.

4. Acrescente o fidelini, misturando ao refogado.

5. Acrescente o açafrão moído (ou o Paellero Carmencita), misture e despeje o caldo de legumes quente.

6. Aguarde até que levante fervura.

7. Apague o fogo e leve a paella ao forno pré aquecido a 200°C por cerca de 10 minutos ou até que o caldo seque e o macarrão esteja macio.

8. Enfeite com algumas pitadas de páprica doce e sirva.

Outra receita de família

quinta-feira, 11 de junho de 2009

 

Como é que pode? Um descendente de português com espanhol dizer que fondue de queijo é “receita de família”?

 

Explico que a receita está no caderno da minha mãe desde que me entendo por gente. Veio de uma prima que mora na França há muitos anos e diz ter aprendido com um amigo suíço.

 

Explicação dada, ressalto que fazer fondue é facílimo e extremamente prazeroso, do preparo ao consumo. Para quem gosta de cozinhar ou quer impressionar um pouquinho a namorada, não se justifica comprar fondue industrializada (notar que é palavra do gênero feminino a fondue, e não o contrário com diz a maioria). Os segredos? Poucos, mas fundamentais:

 

- Queijo de primeira qualidade. Tem de ser importado. Não adianta economizar neste quesito. Queijos ruins não vão derreter de maneira uniforme. O produto final será uma massa toda cheia de grumos.

 

- Um “pingo” de kirschwasser. Trata-se de aguardente de cerejas. Vale a pena investir numa garrafa. Provavelmente você só vai usar kirsch em fondues. Talvez em sobremesas. Dura anos…

 

- Uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino. A gosto do freguês. Na minha fondue nunca falta.

 

- Para incrementar, servir, além do pão: pepinos em conserva (cornichons), batatinhas inteiras cozidas, cebolinha “pérola” em conserva. É assim que se come na Suíça.

 

- O principal: vinho e os amigos de bom papo para compartilhar. Fondue é um prato que agrega as pessoas. A menos que seus propósitos sejam “românticos” é legal ter pelo menos umas 4 pessoas a volta da panela.

 

fondue2

Fondue de Queijo da Lia, minha prima “francesa”

Ingredientes (para 4 a 5 pessoas):

 

- 250g de queijo Gruyère.

- 250g de queijo Emmenthal.

- 1 colher de sopa não muito cheia de amido de milho.

- 1 dente de alho.

- aproximadamente 200ml de vinho branco seco (eu costumo usar Chardonnay).

- Um “chorinho” de kirschwasser (umas 2 colheres de sopa).

- Noz moscada ralada na hora, a gosto.

- Pimenta do reino ralada na hora, a gosto.

 

Para acompanhar:

 

- Pepinos em conserva (cornichons)

- Batatinhas cozidas, com a casca.

- Cebolinha pérola em conserva.

- Pão de boa consistência (eu gosto de usar baguette ou pão italiano), cortado em cubos de cerca de 4cm.

 

Modo de Preparo:

 

1. Rale o Gruyère e o Emmenthal no ralador grosso. Reserve.

2. Corte o dente de alho ao meio e esfregue as metades em todo o interior da panela de fondue (prefira uma panela esmaltada, que possa ir tanto ao fogo quanto ao réchaud).

3. Na panela coloque os queijos ralados e o amido de milho. Misture levemente com as mãos para distribuir o amido de milho de forma homogênea.

4. Acrescente o vinho branco. Misture, leve a panela ao fogão e acenda o fogo bem baixo, mexendo sempre até que os queijos se fundam, a fondue comece a ferver levemente e fique homogênea.

5. Apague o fogo, acrescente a noz moscada, a pimenta do reino a gosto e também o kirsch. Misture e leve imediatamente à mesa sobre o réchaud próprio para fondue, já aceso.

 

Domingo Jogo Rápido

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pouco tempo para preparar o almoço deste domingo. Fiz uma polenta firme com sêmola de milho e despejei num refratáro. Piquei folhas de escarola à Julienne + um punhado de tomates cereja cortados ao meio + um dente de alho espremido. Temperei com azeite extra virgem, um tico de sal e pimenta do reino moída. Misturei e coloquei sobre a polenta. Cobri com pedacinhos de muzzarella e levei ao forno para gratinar. Acompanhou um galetinho assado, que apesar de comprado pronto, estava bem suculento.

Salada

sábado, 20 de dezembro de 2008

As saladas aqui em casa caem sempre na mesmice: folhas, tomate, às vezes um pouco de cenoura ralada. Azeite, sal, limão ou balsâmico. Nunca faltam na mesa, porém nunca são o centro das atenções. Talvez preguiça, talvez acomodação ou falta de criatividade, não costumo comê-las como prato principal.

Mas desta vez foi diferente: semana passada estive em Carambeí, no Paraná. Esta região dos Campos Gerais foi colonizada por holandeses e é famosa por possuir a melhor bacia leiteira do Brasil. Durante a viagem de volta paramos numa fabriqueta da estrada, a Queijos Niemeyer, para tomar um café e esticar as pernas. Lá encontrei uma das melhores mussarelas “nozinho” que já comi. Sabor pronunciado de creme leite, salgadinha e com as “fibras” características. O lote havia sido produzido na véspera. Tão bom que além de ser tira-gosto, merecia também ir para o prato.

Cheguei em casa e fiz o seguinte: piquei uns 12 tomates-cereja e misturei com um bom punhado de folhas de salsinha, inteiras. Temperei com azeite, pimenta branca de Penja moída, um tico de sal e outro de balsâmico. Por cima muito pinoli tostado e a muzzarela “nozinho” desfiada.

Para quem passar por aquelas bandas, o endereço é: Queijos Niemeyer - Rodovia PR 151 - Km 304 - Carambeí-PR; fone (42) 3231 5892. Apesar do atendimento não ser muito simpático (eu diria, na verdade, que é apático), os produtos frescos e preparados em pequenos lotes valem a parada.

Pizza de frigideira

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um tombo de bicicleta. Nariz sangrando, um arranhão no joelho. Saio mais cedo do escritório para consolar o filhote “acidentado” com um de seus pratos preferidos: pizza de frigideira.

Não me lembro de onde copiei a receita…já faz tempo… acho que da Revista Gula. Toda vez que a preparamos por aqui é uma farra. Eu e o David gostamos de fazer a massa juntos. Enquanto ele lê a receita vou colocando tudo na tigela e misturando. Ele se encarrega de “sovar”. E essa é uma das melhores partes do processo. Depois, arrumamos os ingredientes do recheio sobre a bancada. Abrimos a massa em discos e começamos a “brincar de pizzaria”. É legal inventar coberturas diferentes, testar combinações doces e salgadas. O Lucas, por enquanto, se limita a assistir, dar palpites e comer. Sempre com a mão, que é mais gostoso!

São Paulo tem as melhores pizzarias do mundo. A nossa preferida é esta (o 4o. parágrafo do texto é sobre nós). Porém, em se tratando de diversão gourmet, nada se compara à bagunça que fazemos nos dias em que nos transformamos em “Pai-e-filhos-pizzaiolos”. Bagunça que, aliás, cura qualquer tipo de arranhão.


Pizza de Frigideira

Ingredientes:

- 02 tabletes de fermento para pão (30g).
- 01 lata de cerveja tipo pilsen.
- cerca de 1/2kg de farinha de trigo.
- 3 colheres de sopa de azeite de oliva.
- 1 colher de sobremesa de sal.
- Para o recheio: molho de tomates (na pressa costumo usar o caldo dos “pomodori pelatti” em lata), muzzarella, orégano, manjericão, tomate, cebola…siga sua imaginação e recheie com o que gostar!

Modo de Preparo:

1. Dissolva o fermento em um pouco da cerveja e então acrescente o azeite, o sal, aos poucos, a farinha, dando o ponto da massa.
2. Sove por cerca de 5 minutos.
3. Deixe a massa descansando até dobrar de volume.
4. Numa superfície enfarinhada, abra a massa em círculos, de acordo com o tamanho da frigideira.
5. Aqueça a frigideira e então “frite” levemente a pizza de um lado. Vire e comece a montar o recheio: molho de tomates, muzzarella, etc.
6. Tampe a frigideira até que o queijo derreta e a massa esteja levemente torrada.

Amuse Bouche - Conteúdo alimentado por Rogério Moraes
Design; OPORTO design integrado