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Ao chegar…

sábado, 8 de novembro de 2008

Toda vez que chego de viagem é assim: vontade de comer comida simples, caseira, sem afetação. Já contei sobre isto aqui.

Desta vez não foi diferente. Após foiegras, queijos e patos, eu queria mesmo era arroz. E feijão também. Fiz este risotto com que havia na despensa. Ficou melhor do que eu esperava. Acho que foi a saudade de casa.

Risotto de Arroz (permitam-me o pleonasmo) com Feijão

Ingredientes:

- 1/2 cebola picada.
- 4 dentes de alho picados.
- 200g de arroz arbóreo.
- Azeite de oliva extra virgem, o quanto baste.
- 200ml de vinho branco.
- Caldo de carne, o quanto baste (mais ou menos uns 600ml).
- 1 folha de louro.
- 150g de tomates-cereja cortados ao meio.
- 170g de feijão rajado cozido(macio, porém firme) e escorrido.
- Alecrim fresco picado, a gosto.
- Pimenta do reino, a gosto.

Modo de Preparo:
1. Numa panela, refogue a cebola e o alho no azeite, até que estejam transparentes, mas sem queimar.
2. Acrescente o arroz arbóreo e a folha de louro mexendo bem até que todos os grãos estejam bem envolvidos pelo azeite.
3. Acrescente o vinho branco, mexendo sempre, até que evapore.
4. Acrescente o caldo de carne quente, pouco a pouco, até que o arroz esteja no ponto (al dente).
5. Acrescente o feijão e mexa por mais 1 minuto e acerte o sal, se necessário.
6. Apague o fogo e junte o tomate e o alecrim. Mexa bem.
7. Sirva com um fio de azeite e pimenta do reino a gosto.

Inspirado no Lola Bistrô

sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Almoçamos hoje no Lola Bistrô da Vila Madalena. As opções do Menu Executivo eram um namorado grelhado com risotto de limão ou um rigatone com abobrinha e sálvia. Escolhi o peixe, muito bem executado, crocante por fora e suculento no centro da carne, combinando perfeitamente com o acompanhamento. Apesar da boa pedida, não tirei da cabeça a sugestão de massa. Tentei preparar algo parecido para o jantar desta noite. A aceitação foi geral e a receita já passou definitivamente para meu caderno.


Rigatoni Com Abobrinha e Sálvia

Ingredientes (para 3 pessoas):

- 2 abobrinhas médias.
- 1 colher de sobremesa de manteiga.
- 1 ovo caipira.
- 250ml de creme de leite fresco.
- 125ml de leite integral.
- 50g de queijo parmesão ralado.
- 1 e ½ colher de sálvia picada.
- 360g de rigatoni grano duru.
- sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

1. Lave bem as abobrinhas. Retire o miolo e corte as partes restantes à julienne.
2. Numa panela grande, aqueça a manteiga e refogue a abobrinhas até que estejam macias, mas ainda firmes. Reserve.
3. Numa tigela, bata ligeiramente o ovo caipira, apenas para misturar clara e gema. Acrescente o creme de leite, o leite integral, a sálvia picada e o queijo ralado, misturando. Acerte o sal e a pimenta. Despeje na panela onde estão as abobrinhas (que deverá estar fria, ou, no máximo, morna).
4. Cozinhe o rogatoniem água salgada, conforme as instruções da embalagens.
5. Após cozido, escorra o rigatoni e despeje-o, bem quente, na panela onde estão as abobrinhas e o creme. Leve ao fogo baixo, misturando bem até que o creme comece a engrossar ligeiramente. Sirva imediatamente, acrescentando, se quiser, mais queijo ralado.

Sobre risotto, novamente

terça-feira, 22 de julho de 2008

Como é possível que eu esteja casado há 10 anos com uma mulher que não gosta de berinjelas, uvas-passas e, principalmente, cogumelos de qualquer espécie? Só o coração pode explicar. Cá entre nós, são ingredientes deliciosos. E fazem falta no cardápio quotidiano. Principalmente os cogumelos. Shitake, Shimeji, Champignon e cia. só aparecem na minha mesa em dias como hoje, quando estou sozinho em casa. Bela oportunidade para usar parte do pacote de Funghi Porcini de primeiríssima que estava escondido na geladeira.

Em se tratando de Funghi Porcini, penso, penso, e acabo optando sempre por Risotto. Minha receita é “de olho”. Nunca meço as quantidades, vou pela intuição. Importante mesmo é respeitar o processo e o utilizar os melhores ingredientes disponíveis. “Curtir” o preparo, apreciar as nuances do cozimento e os aromas que vão enchendo a cozinha à medida em que o prato vai ficando pronto é quase tão gostoso quanto comê-lo. Uma taça de bom vinho à mão também ajuda…Fazendo com prazer, não tem como errar. Principalmente se você leu o post abaixo e seu link.

Esta noite foi mais ou menos assim:

Risotto de Funghi Porcini (perdoem-me os que gostam de receitas detalhadas)

1. Cobrir os cogumelos com água morna para hidratá-los. Leva mais ou menos 1 hora.
2. Esquentar o caldo de galinha.
3. Refogar em cebola bem picadinha em uma boa quantidade de manteiga, até que esteja transparente.
4. Juntar o arroz (arbóreo ou carnaroli, é claro) e deixar que “absorva” a manteiga.
5. Regar com vinho branco seco, mexendo até evaporar.
6. Juntar o caldo fervente, aos poucos, até que o arroz esteja quase no ponto (al dente). Neste momento, juntar os funghi espremidos e um pouco da água em que ficaram de molho.
7. Mexer de vez em quando, até chegar no ponto (al dente, al onda).
8. Apagar o fogo, juntar mais uma colherada de manteiga, queijo parmiggiano ralado na hora e mexer bem. Desta vez juntei também uma colherada de creme de leite fresco que estava na geladeira.
9. Comer em silêncio e devoção profundos. Afinal, não é todo dia que Porcinni auntênticos estão disponíveis.

Em tempo: No começo eu disse que minha querida detestava qualquer tipo de fungos? Engano. Como em tudo na vida, neste caso também há uma exceção. Gabriela ama as trufas e os azeites aromatizados com elas. Mas obviamente não é isto que mantém um casamento de dez anos…

Compêndio sobre risotto

sábado, 19 de julho de 2008

Tudo que você sempre quis saber sobre risotto mas sempre teve vergonha de perguntar está aqui, no La Cucinetta. Post definitivo com passo a passo, dicas e truques. Lembrei-me de que há meio pacote de boletus edulis comprado em Modena esperando por mim na geladeira…já que a Gabriela está viajando, serão “executados” amanhã.

Ovos de Codorna à Provençal

domingo, 13 de julho de 2008
Dia desses engatei num bate-papo sobre comida gostosa com a Flávia e a Ruth: café da manhã na Inglaterra, ovos com back bacon, baked beans e mergez sausage – Flávia acabara de voltar de umas férias em Londres. O sucesso dos figos com mascarpone (deste post). Manteigas temperadas e um dos pratos preferidos da Ruth, do qual eu nunca havia ouvido falar: ovos de codorna à provençal. Como assim?!?

Ruth me explicou que é muito simples. Em tese, a mesma forma de preparo dos escargots à provençal. Você pega aquela “travessinha” (ou seria tigelinha, bandejinha, escargotzeira? Sei lá…na dúvida, veja a foto) de servir escargots e coloca a manteiga temperada em cada “nicho”. Depois quebra em um ovo de codorna sobre cada montinho de manteiga. E leva ao forno até os ovos estarem cozidos e a manteiga borbulhando. Ela contou que gosta tanto que, quando vai ao Freddy, come uma porção como entrada e mais outra como prato principal.

É claro que a esta altura o bicho da curiosidade já havia me mordido. Fui atrás das tais “bandejinhas”, que acabei encontrando na Spicy. Caras, R$ 78.00 cada uma, mas muito charmosas. Sem encontrar detalhes de preparo na Internet, parti para a intuição, na hora de fazer a receita. Ruth tinha razão. É comida simples e chique – como, aliás, são a Ruth e a Flávia.


Ovos de Codorna à Provençal (porção individual)

Ingredientes:

- 6 ovos de codorna.
- 25g de manteiga.
- 1 colher de sopa de salsinha fresca bem picada e mais uma pitada para enfeitar.
- 1 dente de alho grande espremido.
- 1 boa pitada de sal.
- Baguette bem crocante para acompanhar.

Modo de Preparo:

1. Pré-aqueça o forno a 220°C.
2. Misture a manteiga com o alho, a salsinha e o sal.
3. Coloque cerca de 1 colher de chá de manteiga dentro de cada “nicho” da travessa para escargots.
4. Quebre um ovo em cada “nicho”, sobre a manteiga.
5. Leve ao forno por cerca de 5 a 10 minutos, até que as claras coagulem, os ovos cresçam um pouco e a manteiga comece a “vazar”.
6. Retire do forno, enfeite com uma pitada de salsinha picada e sirva imediatamente, acompanhado de fatias de baguette (é uma delícia mergulhar as fatias de baguette na manteiga derretida que sobra!).

Aprendiz VIII - Ovo Pochê e Chardonnay

sábado, 5 de julho de 2008

Tenho uma teoria: geralmente, na cozinha, simples é diferente de fácil. As coisas mais triviais são as mais difíceis de se fazer. É como na música clássica. Andamentos lentos do barroco e classicismo são muito mais complicados de tocar do que os prestos do romantismo.

E a lista dos “simples-difíceis” é grande. Arroz solto, no ponto certo, e feijão com aquele gosto especial. Doce de abóbora igual ao da minha mãe. Um mero bife acebolado que não fique “sola”. Ovo pochê. Incrível! Nunca consegui fazer um ovo pochê decente. Já estava conformado com isto quando vi no Panelinha uma série de técnicas para prepará-lo. Tentei o método de Gordon Ramsey: girar a água fervente na panela com uma colher e colocar o ovo cru no centro do “redemoinho” formado pelo movimento. Pelo menos é uma técnica inteligente, pensei. Testei na primeira oportunidade. O resultado foram três ovos jogados no lixo e eu me perguntando qual seria a fórmula secreta.

A resposta veio neste post do La Cuccinetta. Já aproveitei muitas dicas e receitas ótimas no blog de Ana Elisa. Esta conta também com ilustrações muito charmosas do “processo produtivo”. Na primeira tentativa tive um problema: pus água demais na panela…mais um ovo caipira jogado fora! Da segunda vez, peguei uma panela menor e coloquei apenas 4 dedos de água. Outro cuidado que tomei foi quebrar o ovo o mais próximo possível da água. O resultado está na foto aí abaixo…

Trata-se da minha versão de Croque. Refoguei 1 talo de alho poro picado bem fino numa colher de sopa de manteiga. Quando começou a murchar, coloquei mais ou menos 4 colheres de sopa de vinho branco seco e 1 pitada de sal. Tampei a panela e abaixei o fogo deixando cozinhar devagarinho, até o vinho secar. Coloquei uma boa colherada do alho poró cozido na maior fatia de pão italiano que encontrei. Cobri com um punhado de queijo gruyére ralado e levei ao forninho elétrico para gratinar. Enquanto isto, fiz o ovo pochê na panela que já estava com a água fervente. Dourado o queijo, retirei a fatia do forninho e coloquei o ovo pochê por cima, servindo imediatamente com uma pitada de sal e pimenta do reino moída na hora.

Aprendi no “Vinho e Comida” de Joana Simon (Companhia das Letras) que ovo vai bem com Chardonnay. Testei com um “Andeluna Chardonnay 2006” e o resultado foi muito feliz. Mistério do ovo pochê revelado, só tenho a agradecer ao “La Cuccinetta” pelas dicas e ao Marcel por mais uma indicação correta de vinho.

- Andeluna Chardonnay 2006, branco.
- Andeluna cellars, Tupungato, Mendoza, Argentina.
Amarelo esverdeado, Aromas de abacaxi, baunilha, maçã. Bom corpo, “cremoso” na boca, o que combinou com a cremosidade do ovo. Mel, terra molhada e ervas. Boa permanência. Um vinho pra lá de legal. Importado por Grand Cru.

Chawan Mushi

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O AmuseBouche não poderia ficar de fora. Todos estão falando dos 100 anos da imigração japonesa. E aí é difícil não chover no molhado. Costumo ir ao Japão pelo menos 1 vez por ano. Gosto muito de lá. Sou fã. Um senso de respeito absoluto. Limpeza, organização e educação. Simpatia. E a comida? Bem diferente do conceito brasileiro de culinária japonesa. Aqui foi tudo meio adaptado, principalmente pela falta de ingredientes. Lá, bons restaurantes fabricam seu próprio shoyu. O gohan é muito mais saboroso, principalmente no começo do ano, logo após a colheita (shin-ma gohan). Ramen, shabu-shabu e manjus…é muita coisa gostosa e de qualidade. Não dá pra comparar.

Ontem teve festinha de comemoração no colégio das crianças. David e Lucas chegaram em casa com a cara cheia de talco e canto dos olhos pintados. Kodomos-nipo-tupinuiquins! Desde que começaram as aulas eles aprenderam um bocado de palavras novas, fizeram origami, cantaram músicas típicas, falaram da culinária. Estão agora montando um caderninho de receitas. Eu contribuí com o Chawan Mushi aí de baixo. Só para fugir um pouco do batido Yakissoba, que, aliás, é muito mais Chinês do que Japonês…

Chawan Mushi (receita adaptada do Chef José Wilson Soares, publicada na “Prazeres da Mesa” de abril de 2008)

Ingredientes para a massa:

- 3 ovos caipiras.
- 8 cogumelos shitake, sem o talo. (desta vez usei champignons frescos laminados - era o que eu tinha em casa).
- 16 folhas de espinafre.
Ingredientes para o caldo:

- 3 xícaras de chá de água.
- 1/2 colher de chá de sal.
- 1 colher de chá de shoyu.
- 1 colher de chá de sakê.
- 1 pacote de hondashi.

Modo de preparo - caldo:

1. Leve ao fogo os ingredientes até que o hondashi e o sal dissolvam. Deixe esfriar.
Modo de preparo - massa:

1. Lave as folhas de espinafre e enxugue bem. Faça um corte em “X”, de leve, na parte externa de cada shitake.
2. Num recipiente, misture bem os ovos, mas sem bater para não formar espuma.
3. Adicione os ovos ao caldo, já frio. Passe por uma peneira.
4. Divida o shitake e o espinafre em quatro partes iguais. Coloque cada parte em uma xícara, tigela resistente ao calor, ou melhor ainda, o recipiente de louça japonês apropriado. Vende na Liberdade. Eu utilizei copos de louça para chá verde.
5. Coloque com cuidado, em cada tigela, a mistura de ovos.
6. Encha uma panela grande com 3 dedos de água. Coloque as quatro tigelas. Acenda o fogo. Quando ferver, abaixe o fogo e coloque a tampa da panela, que deve estar embrulhada num pano de prato para evitar que gotas de vapor caiam nas tigelas.
7. Cozinhe por cerca de 10 a 15 minutos, ou até que se enfie um palito no chawan e não saia líquido pelo orifício.

Para a Fer do "Chucrute"

domingo, 18 de maio de 2008

Em seu post de 15 de maio, a Fernanda, do Chucrute com Salsicha, reclama do calor que começa a chegar lá no hemisfério norte. Entendo o que ela sente. Detesto o verão e seus dias abafados. Principalmente porque moro em São Paulo e não há muito a fazer por aqui nesta época. Não temos praias e os parques são poucos, geralmente mal cuidados, de acesso complicado (onde estacionar?!?!). De dezembro a março parece que o trânsito fica ainda mais insuportável na cidade. Os corajosos enfrentam horas de engarrafemento para chegar ao litoral nos finais-de-semana. Temporais caem à tardinha, bem na hora do rush. Ao invés de refrescar, alagam, quebram árvores e bagunçam o tráfego. Passar o verão em São Paulo é tortura.


E apesar da temperatura, agora amena por aqui, resolvi fazer esta salada com o moyashi que sobrou do post abaixo. É bem refrescante e foi inventada quando eu tinha uns 15 anos, durante uma fase meio natureba de adolescente que quer ser músico. Espero que sirva para tornar o verão da Fernanda um pouco mais agradável. E viva a solidariedade na blogsfera! :))

Salada de Broto de Feijão e Hortelã

Ingredientes:

- 250g de brotos de feijão (moyashi).
- 1 tomate sem semente picado em lascas bem fininhas.
- Bastante hortelã fresca, picada em tirinhas (eu costumo cortar as folhas com a tesoura diretamente na tigela onde a salada vai ser preparada).
- Um pouco de coentro fresco picado.
- Molho de soja (Shoyu) a gosto.
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva.
- Suco de limão a gosto (eu coloco bastante).
- 2 gotas (somente 2) de óleo de gergelim.

Modo de Preparo:

1. No recipiente que irá a mesa, misture o moyashi, o tomate picado, a hortelã e o coentro. Leve a geladeira por uns 30 minutos ou até que esteja gelado.

2. Apenas na hora de servir, misture os demais ingredientes: shoyu, azeite, suco de limão e óleo de gergelim.

Só isso IV - reconfortante

domingo, 20 de abril de 2008

Quirera de milho, cozida só com sal, na consistência de polenta. Salsinha e pimenta dedo-de-moça, bem picadas. Manteiga. Para matar a fome do fim-de-noite.

Sobre sobras

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Fato: eu detesto aproveitar sobras. Não gosto de comer o que ficou do almoço no jantar; não gosto de arroz que não seja preparado na hora; não gosto de comida requentada. Quando eu era criança, toda véspera de feira minha mãe preparava “sopa de gato”. Nada mais, nada menos do que uma sopa com todas as sobras da despensa e da geladeira. Até hoje eu detesto “sopa de gato”!

Regra: quando cozinho, procuro preparar sempre a quantidade exata que vai ser consumida. O necessário para duas pessoas, evitando desperdício. Gabriela sempre reclama. Às vezes até me chama de pão-duro. Explico que a simples idéia de comer o mesmo prato na próxima refeição já acaba com meu apetite.

Exceção: há certos pratos que têm de ser preparados em quantidade razoável. Não se faz feijoada ou puchero para um casal apenas. É preciso panelas grandes, muitos ingredientes, execução e planejamento antecipado. Eu diria que são receitas “gregárias”. Unem amigos, família, muita gente ao redor da mesa. Quase um ritual.

Dei esta volta toda para dizer que no último sábado fiz uma destas comidas-para-muita-gente: arroz carreteiro. Receita do meu sogro que em breve vou postar por aqui. Além do arroz com charque, sobrou bastante purê de abóbora. Resolvi aproveitar este último num risoto, inventado com o que havia na despensa. O resultado foi bom. Por insistência da Gabi, vai aí a receita.

Risotto de Abóbora com Pinólis

Ingredientes:

- 200g de arroz arbóreo.
- 1 colher de sopa de manteiga.
- 2 colheres de sopa de cebola bem picada.
- 500ml de caldo de legumes.
- 250ml de vinho branco seco.
- 200g de purê de abóbora*
- Tomilho fresco, o quanto baste.
- 1colher de sopa de requeijão.
- 20g de queijo ralado.
- 3 colheres de sopa de pinólis levemente tostados.

Modo de Preparo:

1. Numa panela grande, refogue a cebola na manteiga, até que fique transparente.
2. Acrescente o arroz e mexa constantemente, até que “absorva” bem a manteiga.
3. Despeje o vinho branco na panela, mexendo sempre até que o arroz absorva todo o vinho.
4. Acrescente o caldo de legumes pouco a pouco (uns 100ml de cada vez), sempre misturando bem, até que o arroz fique al dente.
5. Agregue o purê de abóbora, o tomilho e o requeijão, misturando bem.
6. Apague o fogo, acrescente o queijo ralado e os pinólis. Mexa vigorosamente e sirva imediatamente.

*Prepare o purê de abóbora assim: descasque e pique o quanto baste de abóbora tipo kabotchá (mais seca e adocicada) em cubos de aproximadamente 5 cm. Aqueça bem uma panela e coloque os cubos de abóbora. Deixe que eles “peguem” um pouco no fundo da panela (tostar levemente). Misture, abaixe o fogo, coloque um fio de água fria e tampe a panela. Deixe que a abóbora cozinhe aos poucos no vapor da água. De tempos acrescente um tiquinho de água, se necessário, até que a abóbora esteja bem macia. Amasse a abóbora cozida, acrescente uma pitadinha de sal, outra de açúcar e um tiquinho de canela. O purê deve ficar seco, consistente e levemente adocicado.

Dica1: o risotto deve ter aparência e consistência bem cremosa.
Dica2: Servi com umas fatias de jamón serrano que também sobraram do fim-de-semana. Ficou gostoso. O salgado do jamón se contrapôs bem à suavidade do risotto.
Dica3: para beber, abri a outra garrafa do “La Posta – Bonarda” que comprei por recomendação do Luiz Horta. Risotto, jamón e vinho se entenderam muito bem.

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