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Legítimo – 真的上海人!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

 

O restaurante é shangainês, os donos são shanghaineses, os funcionários também são shanghaineses. Ninguém fala Inglês. O lugar, modesto, fica na Former French Concession, num espaço minúsculo: apenas 6 mesas, 24 lugares. Mas… Este restaurante tão típico difere da maioria dos restaurantes típicos chineses: as cadeiras são limpas, as mesas são limpas, o chão é limpo. A louça é limpa, os kuài zi são limpos, há  guardanapos à vontade. Até o banheiro é limpo! Ao entrar, ouve-se uma música chinesa diferente: “é ópera ao estilo de Suzhou”- me explicou a atendente- “mais tranquila, suave e redonda do que a ópera de Beijing!”

 

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O cardápio, bilíngue, traz pratos da culinária de Shanghai. Comida caseira, basicamente. Muito bem feita, correta, gostosa. Se for marinheiro de primeira viagem, vá de “Braised Pork in Shanghai Grandma Recipe” e “Noodles with Peanut Butter Sauce”. Peça também um tigela e arroz e algum vegetal da estação. Se estiver frio, beba um “Jin” (斤=500ml) de “Huā Diāo Huáng Jiŭ”(花雕黄酒) – o “vinho” chinês de arroz. De preferência, quente.

 

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Quando voltar (você provavelmente vai querer…) vá se aventurando pelos demais pratos do restaurante. Com duas ou três visitas você já pode se gabar de conhecer a verdadeira comida caseira de local!

 

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Jian Guo 328 ( 328)

Jian Guo Xi Lu, nr. 328

Former French Concession – Shanghai – PRC

Fone: (+86 21) 6471 3819

中国 -上海市 建国西路 328号

Taí a dica

domingo, 26 de junho de 2011

 A “Boxing Cat Brewery” é uma microcervejaria descolada que também serve bons sandubas e comida legal aqui em Shanghai. Boa pedida para o verão que está começando. O visitante atento, quando for ao banheiro, poderá até encontrar uns conselhos para um relacionamento amoroso saudável e duradouro:

 

o AmuseBouche não se responsabiliza...

o AmuseBouche não se responsabiliza...

 

Boxing Cat Brewery

Sinan Mansions, Unit 26A
519-521 Fu Xing Zhong Lu

Shanghai – PRC

Tel: 6426-0360

Cauby!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Xim Xenhorrr, professorrrr!

Semana passada, presente de aniversário para meu pai: show do Cauby Peixoto no Bar Brahma. Faz tempo que ele é fã, desde a época da juventude, quando contracenou com Cauby numa foto novela. Na estória, meu pai era o instrutor de ginástica da namorada do galã ciumento. E quem era o tal galã? Cauby em pessoa!

A foto abaixo foi a única que restou… passou recentemente por digitalização e foi devidamente autografada:

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Passados mais de 50 anos, o re-encontro (esclareço que meu pai é o de camisa preta!):

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Vale (muito) a pena ir ao Bar Brahma, apesar do preconceito que muitos têm contra o centro da cidade. Como o show começa às 22:30hs, é mais tranqüilo chegar de carro à famosa esquina da Avenida Ipiranga com São João. Há vallet e muita segurança na porta. É preciso chegar com antecedência (por volta das 21hs). Ótimo pretexto para vários chopps impecáveis, pastéis e outros petiscos caprichados, enquanto se espera pelo espetáculo.

Ver Cauby sendo aclamado pelo público ao entrar no salão causa emoção. Ele vem devagar, com certa dificuldade, passos curtos, apoiado nos seguranças. Mas vem feliz, risonho, todo simpatia. Me pergunto se com aquela idade ele vai dar conta do show. Será que ele agüenta? Ainda tem voz e resistência?

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Ajudado pelos músicos, sobe a escadinha do pequeno palco, senta em sua cadeira e ajeita a estante onde está o roteiro do show e as letras das músicas. A banda começa a tocar. E então tudo se transforma. Cauby mostra a que veio, a voz perfeita, potente, limpa e afinada. A interpretação despreocupada, por vezes marota, por vezes maliciosa, reflete a tranqüilidade de quem tem anos de estrada e sabe hipnotizar qualquer tipo de público. Ele usa e abusa do carisma e arrisca canções novas no repertório. Fantástico, emocionante, imperdível.

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Que analogia posso utilizar para descrever a experiência? Acho que Cauby é como vinho bom. O rótulo já não é o mesmo, a garrafa pode estar bem empoeirada, a rolha tem de ser manuseada com todo cuidado… mas o conteúdo é revelador. Cheio das surpresas, nuances e profundidade que só os grandes vinhos de guarda podem oferecer.

Cauby Peixoto no Bar Brahma. Todas as 2as. feiras às 22:30. Bar Brahma – av. Ipiranga com S. João. R$ 60

Le Jazz Brasserie

sábado, 6 de fevereiro de 2010

 Passada a calmaria de janeiro, São Paulo vai retomando sua rotina: volta às aulas, mais trânsito ainda, corre corre, reuniões sem fim. Calor, chuva e alagamentos. Shopping Centers cheios e vagas escassas nos estacionamentos caríssimos. E longas filas nos restaurantes. Principalmente aqueles da moda, aos fins de semana. Mesmo “quase-paulistanos” tarimbados como eu fingem acreditar no tempo de espera prometido pelos gerentes e hostess no momento da chegada:

- Mesa para quantos, senhor?

- Duas pessoas.

- Ah! Para duas pessoas é rápido. Só uns quinze minutinhos. Seu nome?

Foi assim no último sábado. Chegamos ao Le Jazz Brasserie por volta das 13hs. A espera prometida era de “apenas” 20 minutos. Que se tornaram 30, 35, 40, 45, 50 minutos!

- Desde que a casa saiu na Vejinha, senhor, nosso movimento aumentou muito, disse o camarada que nos recebeu.

Sei. Entendo. Mas por que não ser sincero com o cliente? Por que não informar o tempo real para se conseguir uma mesa? Aguardar na calçada pelo menos serviu para observar como meu carro foi tratado pelos manobristas. Após pegarem a chave tiraram o carro da frente do restaurante. Achei que fossem direto para o estacionamento. Enganei-me. O rapaz deixou o carro na rua, a uns quinze metros da porta, com o pisca alerta ligado. Fiquei quieto para ver o que aconteceria. Olhei o relógio. Vinte minutos depois, um dos manobristas foi até o carro e finalmente levou-o até o estacionamento. O procedimento se repetiu com veículos de outros clientes.

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Mas se a chegada ao Le Jazz Brasserie foi bagunça e desatenção, os momentos seguintes foram bastante agradáveis, compensados por comida boa, bem feita e de custo x benefício interessante. Acho que acertam muito em alguns aspectos: detalhes como a garrafa de água que é colocada na mesa e não é cobrada, bem ao estilo “carrafe d’eau” dos bistrôs da França; o papel que forra as mesas, com fotos de grandes astros do Jazz; o pão do couvert que vem quentinho. E pontos importantes como o serviço – atento naquele sábado (interessante que trabalham com pouca gente no salão, bem ao estilo europeu); a disponibilidade de vinhos em ½ garrafa e, sobretudo, os pratos. Todos os que pedimos atenderam às expectativas e arrancaram hummmsss da Gabriela. Saímos mais felizes do que entramos. E é isto que importa para nós quando saímos os dois, sem as crianças, nos raros breaks de fim de semana. Vamos voltar. Destaques abaixo:

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Le Jazz Brasserie

- Localização: Rua dos Pinheiros, 254 (fone 11 2359 8141). O lugar é meio contramão para mim. Acho a Rua dos Pinheiros muito movimentada, meio bagunçada. Por isto resolvi experimentar o restaurante num sábado, na esperança do trânsito ser menor.

- Estacionamento: o esquema é muito ruim, como já contei acima. Fique esperto se for de carro.

- Ambiente: pequeno, mas movimentado e “pra cima”. 36 lugares. Decoração com motivos de Jazz e alguns instrumentos de sopro atingos. Mesas bem juntas umas das outras, no jeitão francês de bistrô.

- Banheiros: bem pequenos (sabe banheiro de avião?), mas pelo menos bem mais limpos que os dos restaurantes de Paris.

- Couvert: bem simples, pão, manteiga, jarra de água ( R$ 4,50). Quer saber? Muito honesto.

- Comida: bem, aqui começa a ficar muito interessante. Começamos com uma Terrine de Campagne que veio bastante suave, com ótima textura, acompanhada de cornichons (R$ 12). Como prato principal, escolhi o Steak Tartare (R$ 27,50) que estava temperado na medida, a carne picada e não moída (como deve ser) e batatas fritas grossas, feitas na casa (sim, isto está virando raridade. Muitos restaurantes já se renderam às batatas pré fritas, processadas e congeladas). A Gabi aprovou o Camembert empanado com mel, pimenta e torradas (R$ 22,50), acompanhado de salada. De sobremesa um Clafoutis de Cereja (R$ 12,00), muito leve, assado na hora, sem excesso de açúcar e com mais fruta do que massa, que fechou com chave de ouro nossa tarde.

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- Bebidas: uma carta de vinhos enxuta, condizente com a proposta de bistrô. Vinhos em taça de R$ 8,00 a 18,00. Angelica Zapata Malbec por R$ 135, 00 a garrafa. Alamos Malbec ½ garrafa por R$ 25,00.

- Serviço: bem simpático, com poucos garçons. Mas apesar da simpatia a comida naquele sábado um pouco a chegar.

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