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Mais sobre Levain - Capítulo 1

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

 

Desconfio que haja uma confraria destinada a incentivar os novatos que se aventuram pelo mundo dos pães de fermentação natural. Se ela é secreta ou não, desconheço. O fato é que desde que comecei a criar meu próprio fermento, recebi dicas valiosas. Foram conselhos, e-mails, comentários aqui no AmuseBouche e indicações de leitura que me ajudaram a acertar na faina de misturar, amassar e assar algo decente.

 

Aos poucos fui pegando o jeito e encontrando macetes que nada mais são do que o somatório das dicas que recebi adaptadas à minha rotina, minha cozinha e meu forno. Descobri a melhor marca de farinha, os melhores intervalos entre uma sova e outra e a forma correta de alimentar o fermento. Aprendi a respeitar o tempo. O resultado são pães cada vez melhores: casca mais crocante, massa mais leve, complexa e aromática.

 

Mas vieram as férias e com elas um novo problema apareceu. Quem vai cuidar do meu levain nos próximos dias? Pedi socorro neste post do Luiz Américo. Recebi algumas boas sugestões: secar, superalimentar ou congelar o fermento. Optei pelo congelamento, seguindo a recomendação do Rogério Shimura. Me pareceu tão prático quanto seguro. Desde o dia 24 o pote está no freezer, em total estado de hibernação, do qual acordará (espero eu…) apenas no dia 17 de janeiro. Prometo relatar todo o processo de “ressuscitação” assim que ele terminar. Aguardem os próximos capítulos.

 

Enquanto isso, em honra à suposta Confraria, divido abaixo o meu aprendizado com vocês:

 

Como acomodo o processo à minha rotina: preparo o pão sempre de sexta para sábado. Combino com a Patrícia e ela tira o pote fermento da geladeira por volta das 16hs. Mais ou menos às 19hs começo a preparar a massa, seguindo a receita do Pain de Campagne da Nina, mas no processo de sova da Anissa Helou: misturo todos os ingredientes menos o sal. Aguardo 15 minutos. Acrescento o sal e sovo por 3 minutos. Aguardo mais 15 minutos. Sovo mais 3 minutos. Aguardo mais 15 minutos. Sovo por mais 3 minutos e deixo a massa descansar e crescer até o dia seguinte. Às 5 ou 6hs da manhã do sábado, sovo a massa rapidamente, dou forma e já coloco na panela esmaltada em que o pão vai ser assado. Aguardo umas 2 horas até que a massa cresça e asso conforme a indicação da receita. Entre 9 e 10hs o pão está tinindo para o café da manhã.

 

Como alimento (refresco) o fermento: duas vezes por semana, às sextas e terças. Sempre usando água mineral e farinha de trigo integral orgânica. Mantenho sempre 400g de fermento. Para alimentar descarto 200g e acrescento ao que sobrou 100g de água mineral e 100g de farinha integral. Misturo, tampo o pote e guardo na geladeira.

 

A farinha que eu prefiro: A Farinha de Trigo Especial Fleischmann, especial para pães. Na falta desta a Dona Benta quebra o galho, com resultado inferior.

 

Apetrechos: uma balança eletrônica (indispensável), um bowl de aço inox bem grande, uma espátula de plástico para misturar a massa no começo, uma panela grande de ferro esmaltado para assar, paciência + paciência + paciência (indispensável). Termômetro para forno: ainda não tenho mas está na lista. Meu forno é traíra mas já sei como lidar com ele…

 

Para comer nos dias seguintes: QUANDO sobra, costumo guardar o pão dentro de um saco plástico. Assim a perda de umidade é menor. Gosto de cortar em fatias que aqueço no forninho elétrico

Nano break

sábado, 5 de dezembro de 2009

 

De uns três meses pra cá, minha vida corporativa tem engolido minha vida privada. E também a criatividade e o ânimo de cozinhar. 2009 tem sido um ano particularmente complicado. Muitas mudanças num cenário de novos problemas que têm exigido soluções radicais e nada ortodoxas (parece verborragia de consultoria externa? Você não sabe as baboseiras que venho ouvindo ultimamente!). Para explicar a cara sisuda com que às vezes chego em casa (agora mais tarde do que antes), digo à família que estou cursando um  “MBA prático de sobrevivência nas crises, com ênfase em fusões e aquisições”. Da última vez que vim com esta desculpa esfarrapada, a Gabriela respondeu que todo MBA também tem férias. E exigiu com todo o direito e razão, que tirássemos, só nós dois, pelo menos uns três dias de “férias”. Longe do trabalho e de São Paulo. Achei ótima a idéia, afinal, sou marido mandado (sorriso amarelo).

 

Ilhabela foi o destino escolhido. A idéia era evitar aeroportos e aproveitar o calor, que, aliás, estava insuportável. Quem inventou o ar condicionado merece uma estátua no centro de Ilhabela. E quem descobriu o repelente tem, no mínimo, que virar nome de avenida por lá.

 

Ficamos hospedados no “Solar Singuitta”, que fica bem ao sul da ilha, a uns dois quilômetros do final da estrada de asfalto. A pousada, que faz parte dos “Roteiros de Charme”, é excelente. Serviço nota 10, quartos grandes, com decoração caprichada, cheios de bossa: hidromassagem, sais de banho e todos aqueles detalhes que mulheres adoram e a gente curte também. Tudo com vista para o mar e péssimo sinal de celular, mantendo o Blackberry quieto, praticamente morto. A foto abaixo foi tirada da varanda de nosso quarto.

 

 

ilhabelaquarto2

 

Não nos animamos a perambular pela ilha. Estávamos cansados e havia muito papo para colocar em dia. Resolvemos aproveitar a piscina da pousada, linda e com um wet-bar muito convidativo. Conversa, caipirinha, leitura, caipirinha, petiscos, caipirinha… pra que mais?

 

Estando por lá, porém, não poderíamos deixar de ir ao Marakuthai da jovem e já famosa Renata Vanzetto. Dizem que é parada obrigatória e nós, que adoramos comida oriental, precisávamos conferir. O lugar é realmente bacana, despojado, com decoração original. Do salão é possível ver a cozinha funcionando e o vai e volta da brigada. Fomos bem atendidos, mas é preciso chegar cedo: a partir das 20hs começa a chegar muita gente e há uma considerável fila de espera, o que faz o atendimento ficar um pouco mais confuso, ou melhor, desatento. Quanto à comida, muito gostosa e bem executada. Não se trata de um tailandês convencional, não há Tom Kaas, Phad Thais e Phopias. Na minha opinião, os pratos são todos releituras ou invenções (muito criativas) inspiradas na cozinha tailandesa. Penso que vem daí o nome “Marakuthai”: as receitas são “maracutaias” da culinária Thai.

 

Começamos com uma porção de bolinhos cremosos de camarão que não fizeram feio. Depois dividimos uma ótima salada (não me lembro o nome) com agrião e harussame. Sabendo que íamos dividir, o garçom trouxe a salada já servida em dois pratos. Muito conveniente e atencioso. Gostei tanto que tentei repetir em casa (veja a minha versão da receita e respectiva foto abaixo). Como prato principal, o Beef Curry  Vermelho com arroz jasmin e farofa de banana. Ressalva número 1: Separados o Beef Curry e a farofa de banana estavam ótimos. Juntos, achei que não ficou legal: um prato adocicado + um acompanhamento adocicado = tudo muito adocicado. Ressalva número 2: o arroz jasmin estava cozido além do ponto, além de ter sido temperado com sal, o que eu acho uma pena. O sal encobre todo aroma e sutileza deste tipo de arroz. Pulamos a sobremesa por total falta de espaço no estômago e saímos felizes com o jantar, que encerrou bem as nossas microférias. Resta agora experimentar o “Marakuthai” de São Paulo. Já está anotado na agenda e vai ser antes das próximas férias. Até porque, do jeito que a coisa anda, tão cedo elas não devem vir…

 

salada-marakuthai3 

 

(tentativa de) Salada “Marakuthai”

 

Ingredientes para a salada (2 pessoas):

 

- 1 ninho de “Harussame” (macarrão de glúten de feijão).

- ½ cenoura ralada.

- ½ pepino japonês cortado ao comprido e então fatiado fino (em meias luas).

- 1 colher de sopa de cebolinha picada.

- 1 punhado de folhas de agrião.

- 1 punhado de folhas de coentro (pra quem gosta).

- 1 filé de peito de frango temperado com sal e limão, grelhado e cortado em cubinhos.

 

Ingredientes para molho:

 

- Suco de meio limão.

- 1 colher de sopa de gengibre ralado.

- 1 colher de sobremesa de açúcar mascavo.

- 1 colher de sopa de Nampla.

- 2 colheres de sopa de Shoyu.

- Algumas gotas de óleo de gergelim.

- Pimenta dedo de moça picada (opcional).

Misturar todos os ingredientes acima.

 

Para enfeitar:

- gergelim claro e escuro.

 

Modo de Preparo:

 

1. Cozinhe o harussame em água fervente abundante até que esteja macio (fique de olho: cozinha rápido). Escorra o macarrão e deixe de molho em água gelada por uns 5 minutos. Escorra e corte em pedaços de aproximadamente 10cm. Reserve.

2. Numa tigela, misture todos os ingredientes da salada (inclusive o harussame). Se gosta de salada bem gelada, deixe por pelo menos 1 hora na geladeira.

3. Ao servir, regue com o molho e enfeite com gergelim.

 

Pousada Solar Singuitta

Av. Gov. Mário Covas Jr, 14500 - A
CEP 11630-000 - Itapecerica - Ilhabela – SP
Tel: (12) 3894-1414 / 3894-9164
E-mail: reservas@pousadasolarsinguitta.com.br
www.pousadasolarsinguitta.com.br

 

Restaurante Marakuthai

Ilhabela - Tel: (12) 3896-5874

www.marakuthai.com.br

Trans o que?!?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

 

Flagrante desta manhã: vinha eu em ritmo de tartaruga no trânsito da Rodovia Raposo Tavares, quando surgiu o veículo da foto abaixo. Não resisti fotografar (pelo menos para isto os celulares prestam).

 

O que será que um caminhão baú da “Transbarriga” carrega? Pork belly? O famoso personagem do “Chaves”? Grávidas? Bebedores inverterados de chopp? Ou uma carga de Atroveran?

 

Alguém arrisca um palpite?

 

transbarriga2

Dusseldorf, domingo, trabalho e chuva

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

 

O que há para fazer em Dusseldorf, num domingo chuvoso, à noite? Se como eu, você tiver passado o dia inteiro sentado em reuniões, mesmo com chuva vai querer caminhar um pouco, beber uma cerveja e comer qualquer coisa que não seja comida de hotel.

 

Saia para a Altstadt (a “cidade velha”) e chegando lá procure pela Bolkerstrasse. É uma rua de pedestres com uns restaurantes moderninhos, outros caretas, barzinhos de tapas españolas (está na moda), disco clubs onde se fuma shisha e típicas choperias alemãs(Brauhaus). Após caminhar uns 400 metros, preste atenção: você verá à esquerda uma lanchonete muito simples, estilo “pé sujo”, mesas na calçada (organizadamente, afinal estamos na Alemanha) com uma fila enorme na porta: trata-se da Schweine Janes. Há um bom motivo para a fila. Ali serve-se um Schweinehaxe (como traduzir? …paleta de porco, talvez?) excepcional. Temperado na medida, pele crocante, carne suculenta. Tudo graças a uma grelha giratória, tipo “televisão de cachorro”, muito bem pilotada e suprida de belos cortes de suínos. Para acompanhar, as opções típicas: salada de batatas, salada de repolho, pão e cerveja, é claro. Sem frescura, delicioso e a preços muito convidativos.

 

schweinejanes3

 

 

Caso ainda assim você titubeie, sugiro resistir à tentação de ir até o final da rua. Não há muito o que preste. Vá por mim. Tome uns pingos de chuva na cabeça, entre na fila do Schweine Janes e aguarde a sua vez. A recompensa, em forma de comida alemã, vale a espera e apaga as mazelas de um fim de semana inteiro de trabalho!

 

 

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Schweine Janes

Bolkerstrasse 13 – Dusseldorf – Germany

Tel.: 0211 13 14 49

Vai mexer com quem está quieto…

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por ficar fora do Brasil pelo menos uns 15 dias por mês, eu tento ser um “pai que participa”. Vou a festinhas de criança (aaaargh!), jogo bola com os moleques (quando o joelho permite), brinco de Lego, Jenga, Jogo da Memória. Dou banho, penteio o cabelo, ajudo na lição de casa. Nos fins de semana, faço ovo quente para o café da manhã. Agüento os Backyardigans, ouço o CD do High School Music, curto Charlie & Lolla. Acompanho também as mais bizarras partidas de futebol no PFC (do tipo Atlético de Itabaiana versus Cabofriense) junto com o David, já que ele tem um fanatismo por futebol que não consigo identificar entre meus genes. Reuniões de Pais e Professores? Procuro não perder. No último sábado, voltamos de uma delas trazendo um colega das crianças, o Cauê, para passar a tarde lá em casa. O pequeno é uma figura. Divirto-me com o jeitão descolado e seus comentários, inusitados para um menino de 6 anos. Na mesa do almoço, vi que ele estava com um anelão tipo dark-metal no dedo anular da mão esquerda. Resolvi implicar:

 

Eu: Cauê, tou vendo este anel aí na sua mão… não sabia que você era casado…

Cauê: Eu?  Tá louco, tio?!?

Eu: É! Com esse anel aí acho que você casou com a Juliana.

Cauê: Viajou, tio. Aquela garota é a maior mala! Mas eu tenho uma namorada lá no condomínio.

Eu: Ah entendi… por isso você usa esse anelão. Você é casou com ela, né?

Cauê: Eu não!

Eu: Sei… mas se você for casar, me convida para o casamento?

Cauê (meio sério, meio debochado): bom… até convido, tio. Se você estiver vivo até lá…

 

Saul Galvão

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Acabei de receber a notícia do falecimento do grande Saul Galvão.

Parei para pensar o quanto me enriqueceram suas sugestões e comentários. O quanto era divertido ler seu blog e testar algumas das sugestões que ele dava no Paladar.

 

Vamos sentir muita falta.

Bacalhau sem risco

domingo, 16 de agosto de 2009

 Vou arriscar um palpite: 85% das receitas de bacalhau que existem por aí são variações sobre um mesmo tema.

Arrisco também uma explicação: na minha opinião, bacalhau é um item tão nobre, tão sagrado e tão especial em sua simplicidade que poucos são aqueles que têm competência para inovar. Por que reinventar a roda? Para que complicar quando, por gerações e gerações, nossos ancestrais portugueses testaram, adaptaram e aprimoraram receitas de sucesso comprovado?

 

No que diz respeito a bacalhau, sou conservador. Arrisco pouco. Desculpem-me o clichê: menos é mais. Por isso fico na minha e limito-me a cozinhar como os pais e avós. O máximo que faço é mudar um ingrediente aqui e outro acolá. Jamais comprometo a essência.

 

Esta é a minha variação pessoal da sempre louvada e imprescindível bacalhoada que meu sogro de Guaratuba prepara como ninguém. Foi minha escolha para o cardápio do dia dos pais. Não mudei quase nada: as cebolas foram fatiadas, ao invés de entrarem às metades; diminuí o tamanho das batatas, tomates e ovos. Usei a panela esmaltada ao invés do refratário. Acho que o sogrão, que infelizmente não estava à mesa, não se importaria…

 

bacalhau

Bacalhoada quase do jeito do sogro para o dia dos Pais

 

Ingredientes:

 

- 1kg de lombo de Bacalhau.

- 15 batatas bolinha.

- 2 cebolas fatiadas em rodelas.

- 20 tomates cereja cortados ao meio.

- 1 bom punhado de azeitonas pretas graúdas.

- 6 dentes de alho (com casaca mesmo).

- 2 folhas de louro.

- 12 grãos de pimenta.

- 12 ovos de codorna cozidos e descascados.

- Azeite de oliva extra virgem o quanto baste.

 

Modo de Preparo:

 

1. Dessalgue o bacalhau: corte o lombo em postas de aproximadamente 3 dedos e deixe-os de molho numa tigela com água por 48 horas. Durante este período troque a água a cada 8 horas. Escorra e reserve as postas.

2. Cozinhe as batatas bolinha (com casca) em água fervente por 20 minutos. Escorra a água e reserve as batatas.

3. Numa panela grande esmaltada (tipo Le Creuset) que possa ir ao forno: coloque as batatas, os dentes de alho, as folhas de louro e os grãos de pimenta. Acrescente os tomates cereja e as cebolas em rodela. Disponha sobre as fatias de cebola as postas de bacalhau e as azeitonas. Regue com bastante azeite.

4. Tampe a panela e leve ao forno préaquecido a 220°C por 45 minutos.

5. Ao servir, finalize acrescentado os ovos de codorna à panela.

Sugar Daddy - você tem certeza de que quer mesmo ouvir a verdade?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

 

Já contei por aqui que comemos na Pizzaria Basílica pelo menos a cada 15 dias, desde sua inauguração, há 10 anos. As garçonetes nos conhecem pelo nome, as crianças adoram e fica pertíssimo de casa: perfeito para o jantar de domingo à noite. Ontem David e Lucas dormiram na casa dos avós. Fomos apenas eu e a Gabi, levamos um vinho nacional para experimentar e curtimos a noite como um casal sem filhos. Tudo muito agradável exceto pela conversa com a garçonete no final do jantar (risos). Tentem imaginar a cena:

 

Eu (para a garçonete): Traz a conta pra mim, por favor?

Garçonete: Vocês vão querer café?

Eu: Não… na minha idade se eu tomar café a esta hora não durmo mais.

Gabi (falando para a garçonete): É duro ter 55 anos!

Garçonete: 55 anos? Não acredito!

Gabi: não… ele tem 40!

Garçonete (olhando com cara de quem não acredita que eu tenha “apenas” 40 anos): É?!?!

Gabi: E eu tenho só 20!

Garçonete: Ah…é mentira! Você deve ter a minha idade: uns 27 anos.

Gabi (rindo): muito obrigada, querida. Acabei de ganhar o meu dia! Eu já tenho 35!

Garçonete (confidenciando baixinho): não parece que você tem 35. Posso falar a verdade? A gente sempre comentou por aqui… vemos você chegando com seu marido mais velho, você sabe, de muletas… E você tão novinha… Aí a gente pensa: Nossa, esse cara deve mesmo ter muito dinheiro!

 

Nota de protesto – em minha defesa tenho a dizer que:

a) Não tenho muita grana. Sou assalariado. E quando nos casamos não tínhamos onde cair mortos!

b) As muletas - obrigatórias para quem fez cirurgia de joelho -  devem ir embora nos próximos 20 dias.

c) Como quem pagou a conta fui eu, nesta noite a garçonete não levou gorjeta!

 

Para quem quiser saber do vinho:

 

Pizzato Cabernet Sauvignon 2004 – Tinto

- Pizzato Vinhas & Vinhos, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, RS, Brasil.

- 100% Cabernet Sauvignon.

- Comercializado por: Assemblage – Granja Vianna – R$ 38,00

- Bebido em 02.ago.2009

® Rubi escuro. Frutas vermelhas, pimentão, pimenta, madeira. Na boca levemente ácido, confirmando a pimenta preta e as frutas. Também vegetal (alfafa?). Corpo leve a médio, taninos equilibrados. Típico cabernet da América do Sul, mas sem a “doçura” encontrada nas produções em grande escala do Chile e Argentina (gosto da idéia de fugir deste modelo de vinho “adocicado”). Interessante. Compraria novamente. Bebemos com a pizza de calabresa da Basílica, que leva bastante cebola. As cebolas se sobrepuseram ao vinho. Não harmonizou bem, por ser um vinho relativamente leve.

9 de julho

quinta-feira, 9 de julho de 2009

feriado

Feriado em São Paulo…

Sangre

segunda-feira, 22 de junho de 2009

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Sou…Ferreira + Alvez + Lacierda + Moraes + Borges + Tavares. Minha árvore genealógica (que sem dúvida é uma Oliveira) tem galhos e muitos frutos no Brasil, mas suas raízes estão cem por cento plantadas na Península Ibérica. E a cada vez que vou à Espanha sinto mais orgulho disto.

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Amuse Bouche - Conteúdo alimentado por Rogério Moraes
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