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Atrasado…

3 de outubro de 2012

 

Com dois dias de atraso, devido a um probleminha com o servidor do AmuseBouche, enviamos a todos estes Moon Cakes virtuais. Virtuais porque os verdadeiros, feitos por nós mesmos, foram de presente  para o Tang e a Xiao Xue que nos aturam há dois anos…

 

 

Desejando um feliz Mid-Autum Festival! 中秋节快乐!!!!

 

 

奇怪 的 饭 (Qì Guài de Fàn – Bizarre Foods)

22 de setembro de 2012

 

Tv a cabo, internet, twitter, redes sociais. E agora a nova mania do Feissibuqui, que é fotografar e postar, via instagram, todo tipo de comida. Resultado? No quesito “comidas bizzarras”, está cada vez mais difícil surpreender aos que navegam com regularidade (se bem que o Wair conseguiu com este post…).

 

Mas monotonia na Web não significa monotonia  no dia a dia. Não aqui na China. Faz duas semanas estive em Chongqing (重庆) a trabalho. Esperava encontrar comida muito apimentada, pratos um pouco mais rústicos, com bastante óleo, o trivial da região centro-oeste. Ao contrário, nosso cliente nos levou a um restaurante suntuoso (suntuosidade à moda noveau-riche-chinesa, entenda bem: dourados, veludos e volutas por todo lado) e cheio de bizarrices, inlcuindo a comida. Foi a primeira vez que comi cobra. E a danada veio com couro e tudo:

 

 

Tive um pouco de nojo mas carreguei na pimenta, que é tradicional por lá, e mandei ver. Fazer o quê?

 

 

Para os engraçadinhos de plantão já vou avisando: nada de piadinhas!

 

Em tempo – enquanto eu escrevia este post tive outra surpresa gastronômica: ontem o tempo foi curto para almoçar e acabei optando por um sanduíche na lanchonete mais próxima. Não quis beber nada, estava com pressa. Peguei o Ipad e comecei a escrever. Pouco depois, a garçonete voltou à minha mesa e perguntou num Inglês titubeante:

- Sir, you order no drinks… Would you like a cup of water? It’s for free!

- Oh yes, thanks!

Cinco minutos depois vem o sanduíche: baguete com peito de frango grelhado, fatias de abacate, alface e tomate… Acompanhado de uma xícara de água fervente! Sanduíche + água quente: Bizarro ou não?

 

Kitchen Gadgets

17 de setembro de 2012

 

Sem dúvida, a principal utilidade do Ipad para quem gosta de cozinhar (clique para assitir):

 

Apple Kitchen Gadget

“Gostou do Ipad que você ganhou de presente de aniversário, papai?”

Mania

3 de setembro de 2012

Sabe aquelas épocas em que se tem fixação por um determinado tipo de comida? Acho que todo guloso passa por isso. Meu pai é assim. Teve a fase do mingau e do ovo quente no café da manhã, numa receita que ele mesmo inventou e que hoje preparo para o Lucas quase todos os sábados. Das balas de leite da Köpenhagen (fase boa). Da língua de boi defumada ao molho madeira. E do Toucinho do Céu, para citar apenas algumas. Agora está na fase dos bolos e pães feitos em casa (fase melhor ainda!)

 

Sou igual a meu pai. Mas não vou tegiversar sobre as fases culinárias por que passei. Quero apenas dizer que  o prato da hora é o Spaghetti alle Vongole. Estar em Shanghai contribui: aqui encontro facilmente mariscos frescos e de boa qualidade. Uma pena que a Gabi e as crianças não gostem… Aproveitei os quase três meses em que estiveram no Brasil durante as férias de verão para testar e comer todo vongole a que tinha direito. Primeiro, fui a 3 ou 4 mercados da cidade até achar aquele que vendia os mais frescos e graúdos. Depois, pesquisei e experimentei diversas receitas: de “cellebrity chefs” até velhos livros, passando também por filminhos do Youtube, aplicativos culinários do Ipad e afins.

 

Uma idéia daqui, um toque de lá e cheguei ao meu jeito preferido. Nada de inovador ou diferente. Nenhum ingrediente heterodoxo, nem combinações esquisitas. Spaghetti alle Vongle tem que ser “zero fusion”. Busquei apenas encontrar a maneira que mais gosto de combinar ingredientes tradicionais e entender bem o “tempo de panela” de cada um deles. Aliás, só decidi dividir por aqui a título de registro e antes que eu me esqueça. Gabi e a crianças acabam de voltar… Contentar-me-ei em comer Spaghetti alle Vongolle nos restaurantes. E as chances da cozinha ser visitada por algo do mar que não seja peixe ou camarão serão nulas! Melhor procurar uma outra mania.

 

 

 

Spaghetti alle Vongole, do meu jeito.

(ingredientes para 1 pessoa)

 

Ingredientes:

 

-15 vongole bem frescos e graúdos.

-200g de spaghetti grano duro.

-6 tomates cereja lavados e cortados em quartos.

-2 dentes de alho laminados.

-3 colheres de sopa de azeite extra virgem (ou mais, se precisar).

-1 punhado de salsinha bem picada.

-50ml de vinho branco seco.

-1 pitada de pimenta calabresa (opcional)

-Um pouco de pão italiano torrado e esmigalhado para polvilhar (opcional).

-Sal e pimenta do reino a gosto.

 

Modo de Preparo:

 

1. Deixe os vongole de molho em água fria por cerca de 2 horas e depois limpe bem as conchas e escorra a água.

2. Torre uma fatia de pão italiano (opcional) e quando esfriar, esmigalhe-o. Reserve.

3. Numa panela grande (eu prefiro a esmaltada) aqueça o azeite e o alho em lascas, tomando cuidado para não queimar. Quando o alho começar a dourar, acrescente os vongole e refogue. Acrescente o vinho branco, tampe a panela e diminua o fogo.

4. Quando os vongole estiverem abertos e cozidos e boa parte do vinho evaporar, acrescente o tomate e a salsinha, misture, apague o fogo e tampe a panela (descarte neste momento qualquer concha que não estiver aberta).

5. Cozinhe o Spaghetti 1 minuto a menos do que indicado na embalagem (se a embalagem instrui cozinhar 10min, cozinhe apenas 9min).

6. Acrescente o Spaghetti cozido e bem quente à panela com os vongole, reacenda o fogo e misture por cerca de 30-40 segundos. Acerte o sal, a pimenta e se necessário, acrescente mais um fio de azeite.

7. Sirva imediatamente, salpicando a pimenta calabresa (ou pepperoncini picado) e as migalhas de pão torrado (opcional).

 

Dica 1: a grande dificuldade deste prato é combinar o tempo de cozimento do Spaghetti com o tempo de cozimento dos vongole e seu molho. Eu particularmente gosto dos vongole bem cozidos, por isso preparo o molho um pouco antes de cozinhar o Spaghetti. E como utilizo uma panela grossa esmaltada para cozinhar o molho, o calor se conserva bem. Caso goste dos vongole um pouco menos cozidos, prepare o molho assim que começar a cozinhar o Spaghetti. E utilize fogo bem forte para cozinhar o molho. Cuidado para o Spaghetti não cozinhar demais, neste caso.

Dica 2: Se optar por salpicar as migalhas de pão, prepare com alguns minutos de antecedência e esmigalhe as torradas apenas quando estiverem bem frias, para não perder a crocância.

Dica 3: Se, ao misturar o Spaghetti ao molho, o prato ficar “seco”, acrescente um pouquinho da água do macarrão.

Modernidade?

25 de julho de 2012

 

Hong Kong é assim:

 

De longe, Skyline modernoso, arranha céus, luzes e tecnologia.

 

De perto um tradicionalismo surpreendente. Em que cidade moderna ainda se acha um caminhãozinho produzindo e vendendo sorvete na hora do almoço? Repare no detalhe do teto interno: bichinhos coloridos… direto dos anos 60.

Tempo para ajudar

3 de julho de 2012

 

Uma colega querida e o marido partem em julho para a realização de um sonho. Mila e Danilo farão um período sabático viajando pelo mundo. Serão sete meses e mais de 15 países, com direito a 1.000km de caminhada e trabalho voluntário no Nepal, Vietnã e Filipinas. Já que não vão passar aqui pela China, acompanharemos a viagem através do blog que criaram:

 

www.tempoparaajudar.com.br

 

Boa aventura!

Yes, nós temos chuchu!

28 de junho de 2012

 

Muito bem. Eu sei que é capaz de alguém reclamar: rapaz, você está do outro lado do mundo, vivendo num país com uma riqueza culinária enorme e ao invés de publicar receitas chinesas, resolve fazer comida brasileira?!?

 

Pois bem, isto é surpresa para mim também. Nunca cozinhei tantas receitas brasileiras como neste segundo ano aqui na China. Farofas (se falta farinha de mandioca, improviso com semolina – dica da Dotty e do Augusto), Manjares, Moquecas, Vatapás (fiz meu próprio camarão seco outro dia), Arroz com Pequi (trazido em conserva da última viagem a Goiás), Carreteiro e até Churrasco (para quem tem sogro gaúcho e preguiça de cuidar de um braseiro como eu, é uma façanha). Suspeito que, passados quase dois anos de nossa mudança, minha “curva-emocional-de-expatriado” está entrando na fase mais aguda de saudade das pessoas, lugares, gostos e perfumes do Brasil. Ultimamente, muitas das situações, sabores e aromas daqui têm me feito lembrar, de uma forma ou de outra, da terra em que nasci e vivi por 41 anos. E confesso que estou achando essa fase muito, muito estranha.

 

Expatriados mais experientes me convenceram de que esta nostalgia é normal e muda de intensidade com o passar do tempo, chegando enfim a um ponto de equilíbrio aceitável, ou melhor, administrável. Um amigo que foi dekassegui por muitos anos contou que quando morava em Gunma pagava qualquer preço por um sabonete “Lux” importado do Brasil. Só para sentir no Japão, por uns breves momentos do dia, o mesmo cheirinho do banheiro da casa da sua mãe. Achei graça quando ele me contou esta história, pensei ser exagero. Hoje compreendo o que significa. O quanto são compensadores estes “pequenos confortos” que nos levam de volta às origens.

 

Por isso ficou difícil conter o entusiasmo quando encontrei por acaso no “wet market” da vizinhança uma banca que vendia chuchu! Será que é chuchu mesmo? Aqui deste lado do mundo?! Como fala em Chinês? A atendente, lógico, achou minha reação muito esquisita:

 

- O senhor está espantando por quê? É só um vegetal.

- Eu sei. É que é tem muito desse vegetal lá no meu país. Não sabia que tinha aqui.

- Sim, sempre vendemos nesta época, é bom pro calor interno (sic) do corpo. Qual é o seu país?

- Brasil. Como vocês preparam aqui na China?

- Faz uma sopa com ossos de porco. Depois que cozinhar bem, tira os ossos e põe o Fó Shŏu Guā (佛手 瓜) para cozinhar. Faz bem pra saúde! E no Brasil, come como?

- Lá no Brasil Fóshŏu Guā dá no mato, em todo lugar, nasce sozinho, não precisa nem plantar! Tem também um da casca verde-escura, que eu acho mais gostoso. Nós fazemos refogado, mexido com ovo – do jeito do Chau Dan aqui da China – com creme, gratinado, recheado com carne moída, na salada… Até com camarão!

- Camarão?!? Fóshŏu Guā com camarão?!? Você gosta?

- Ô se gosto! Fèichăng Hăo Chī!

 

A moça me puxa pelo braço. Andamos uns 20 metros até a banca dos peixes, onde ela já chega gritando com o vendedor, cheia de moral:

 

- Xiăo Lìu, limpa uns bons camarões pra esse lăowài que ele quer comer com Fóshŏu Guā! Hahaha, lăowài dŏu hĕn qìguài (=estrangeiros são todos muito esquisitos). Onde já se viu, camarão misturado com Fóshŏu Guā!!!

 

E assim “não tive opção”: o jantar foi mesmo chuchu com camarão… Tá explicado porque tem tanta receita brasileira neste blog que está morando na china?

 

 

Chuchu com Camarão

para 2 pessoas

 

Ingredientes:

- 1 colher de sopa de cebola picada.

- 3 colheres de sopa de azeite de oliva.

- 1 tomate sem pele e sem semente picado.

- 400g de camarão limpo e descascado.

- 2 chuchus médios picados em cubos de aproximadamente 2cm.

- Sal, pimenta do reino, limão e cheiro verde a gosto.

 

Modo de Preparo:

1.  Tempere o camarão com sal, pimenta e limão. Reserve.

2. Leve uma panela de barro* ao fogo até que esteja aquecida. Acrescente o azeite e a cebola e refogue até que a cebola esteja transparente.

3. Junte o camarão, misture e em seguida junte o tomate picado e o chuchu.

4. Cozinhe até que o chuchu esteja no ponto: importante não deixar o chuchu e o camarão cozinhar demais.

5. Salpique com cheiro verde e sirva.

 

*O ideal para este prato é a panela de barro, que dá um sabor especial ao prato e  também pode ir à mesa.

Imagine a Cena

25 de maio de 2012

Chego do trabalho às 7 da noite. Com fome, subo rapidamente as escadas, troco de roupa, desço, vou até a cozinha preparar o jantar. Na copa Lucas já está jantando com Sacha, seu amiguinho-francês-cara-de-anjo e cabelão grunge na altura dos ombros.

 

-Hey guys! How are you? Pergunto.

- I’m good! Oi, pai! Respondem ao mesmo tempo.

 

Visto o avental, sirvo um saquê bem gelado. Começo a picar a cebola. Gabriela me diz:

 

- Este garoto francesinho é um amor! Tão educado, tão bonzinho, come de tudo. A mãe dele é linha dura, como a gente. Veja só, comeu toda a salada e os legumes também.

- Humm… que bom, respondo.

 

Refogo a cebola picada na manteiga com um fio de azeite. Junto o arroz, remexo. À parte hidrato o açafrão em um tico de vinho branco. Continuo a conversar com os moleques:

 

- Sacha, how is your food? Fine?

- Yeah, good! My mother sent some fondant for our dessert.

- Oh, thanks. How kind of her!

 

Jogo um cálice de vinho branco na panela, espero secar um pouco, vou regando devagar com um bom caldo de carne. Peço à Gabi:

 

- Amor, coloca uma musiquinha pra gente ouvir enquanto cozinho. E venha dar um gole desse saquê que está ótimo.

- Tá, que música você quer?

- Ah, qualquer uma daquelas que gosto, você sabe.

 

Oscar Peterson começa a tocar: “I Could Write a Book”, “Jordu”, depois “Bye Bye Blackbird”. Os meninos cochicham alguma coisa, dão risada, começam a sobremesa.

 

- Hey, boys, what’s so funny?

- Nothing, nothing… (mais risos).

 

Mr. Peterson ataca “Lil Darlin’” num arranjo inspirado e cheio de brilho. Junto o açafrão à panela, o aroma e a cor invadem o risotto – tal qual a dinâmica e as nuances da música invadem a copa. Arroz no ponto, apago o fogo, coloco uma colherada de manteiga e um bom punhado de granna padano, misturo bem. Fotografo o prato rapidinho, para a comida não esfriar. Sentamos à mesa. E eu, embevecido com “My Foolish Heart”, aumento um pouco o volume. Os garotos sorriem, sorrio também. Acho que estão começando a curtir Jazz. Sasha diz:

 

- Delicious food, Ms. Gabi… I loved the veggies and also the passion fruit juice. The risotto you two are eating also looks fine. But this music… Any chance that we could have some Rock’n’roll next time?!

 

O inevitável choque de gerações chegou à minha casa!

 

 

Risotto Milanese

 

Ingredientes (2 pessoas):

- 250g de arroz Arboreo

- 1 colher de sopa de cebola bem picada.

- 1 colher de sopa de manteiga.

- 1 fio de azeite de oliva extra virgem.

- Cerca de 1 litro de caldo de carne.

- 1 colher de chá de açafrão em pistilos.

- Para finalizar, queijo Parmiggiano ralado, o quanto baste + 1 colherada de manteiga.

 

Modo de preparo: conforme descrito no texto acima, sendo que a adição de um menino brasileiro e outro francês, ambos com 7 anos e roqueiros é de conta e risco do cozinheiro.

 

 

Férias & Fotos

6 de março de 2012

Eu enrolei muito para escrever este post. Posterguei o máximo possível. Primeiro porque acho que este negócio de contar sobre férias é coisa de escola primária, quando “Tia Teteca” mandava fazer uma redação no primeiro dia de aula. Só para poder ficar a toa até a hora do recreio, enquanto os alunos escreviam, escreviam, escreviam. Depois porque apesar de curtir muito quando os blogs alheios contam sobre suas viagens (são excelentes fontes de dicas), quando chega a minha vez eu fico meio envergonhado, acho um pouco pernóstico sair dizendo por aí que fui para aqui ou para acolá. Dá uma certa sensação esnobe, salto alto. Por último, o tema foge um pouco da proposta inicial do AmuseBouche, que é falar de comida e correlatos.

Mas como as crianças queriam ver a nossa viagem do começo do ano publicada no blog, não tive saida. Portanto aí vão algumas fotos de nossa semana em Pesey-Vallandy. E, para não fugir (muito) à regra, vai de quebra uma receita típica do local. Desenhada porque, apesar de muito gostoso (e calórico!), o prato é praticamente “infotografável”.

Vista do nosso quarto no hotel…

clubmed1

… que ficava bem próximo à entrada das pistas de esqui (só vestir a parafernália toda e andar uns 100m até o teleférico). Sim, eu apanhei pra caramba para esquiar (meeedo de arrebentar o joelho novamente!). E até agora não me conformo da molecadinha menor de 10 anos manejar esquis e snowboards muito melhor do que nós marmanjos!

skying1

Do outro lado do vale, panorama das vilas de Pesey e Vallandry.

pesey-vallandry

Nos quatro últimos dias, volume de neve fora do normal…

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O que deixou as pistas em condições maravilhosas: neve virgem todas as manhãs!

skying2

Nougat…

nougat

… e doces de uma patisserie em Vallandry:

patisserie

Tricobel: paraíso onde nos abastecemos…

tricobel
… de charcuterie de primeira…

charcuterie

… e de muito Reblochon (um de meus preferidos)…

fromages

... ingrediente indispensável da Tartiflette:

la-tartiflette

Ano novo de novo

6 de fevereiro de 2012

Eu sei, é uma vergonha. Ficar mais de um mês sem atualizar o blog é uma vergonha. Mas sabe como é: saí correndo para o Brasil onde ficamos durante uma semana apenas, entre natal e ano novo. Depois férias (post específico depois). E em seguida ano novo de novo: desta vez Chinese New Lunar Year ou Chūnjié(春节) como se diz por aqui. E não dá para falar de ano novo sem as famosas “resoluções”. Ultimamente, para evitar maiores frustrações, tenho tomado poucas e fáceis resoluções de ano novo. Em 2011 foram o curso de culinária chinesa, o curso de fotografia e o estudo mais sistemático do Mandarin.Todas praticamente cumpridas. Este ano simplifiquei ainda mais: pretendo “apenas” aproveitar ao máximo um de meus bens terrenos mais preciosos: o tempo.

É curioso como aqui na China os minutos voam. Talvez pelo fato de estarmos 6 horas adiante da Europa e 10 do Brasil. Talvez pela a quantidade de informação. Talvez porque comunicar-se em um idioma muito diferente exija o triplo de energia e o dobro de tempo. Pode ser que seja a imensa quantidade de coisas a realizar, a aprender, a conhecer, fotografar, comer, descobrir… O fato é que não consigo concluir a lista completa das tarefas a que me proponho. A frustração só confirma: o tempo é curto e é preciso aproveitá-lo mais e melhor.

Sim, há uma enormidade de “afazeres-enquanto-eu-estiver-na-China”: avançar no curso de fotografia, visitar o Tibet ainda este ano, aprender a fazer comida tailandesa, aprimorar minha escrita em Hanzi (汉字), voltar a tocar violino, planejar melhor as viagens pela Ásia, colocar a leitura em dia, ser mais freqüente neste blog, etc. etc. etc. Mas nesta lista não há cobrança, expectativa ou grandes exigências. Se eu souber aproveitar o tempo estas coisas virão. Feliz ano novo a todos, 新年快乐! e com licença que hoje oficialmente terminam as comemorações de ano novo por aqui e é hora de eu comer com gosto os Tang Yuan que ganhei da Yang Laoshi…

 
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