• Rogério

Jabutiroska


Dia destes, no La Cucinetta, a Ana Elisa falou sobre os modismos na culinária e fez uma enquete: Qual a “comidinha do momento” que já cansou a beleza? Na hora pensei em petit gateau. Não aguento mais petit gateau. E o pior é que tem sempre alguém na mesa que pede…são pelo menos 15 minutos a mais de espera para comer aquele bolinho exageradamente doce e, salvo raríssimas exceções, com gosto de farinha e ovo cru. Como ela falava justamente disto no post, resolvi não fazer comentário algum. Mas achei o tema muito pertinente.

Nos dias que se seguiram, fiquei com a pulga atrás da orelha. Afinal, que tipo de preparação eu não agüento mais ver repetida em tudo quanto é restaurante? Enfim, cheguei a uma conclusão: não agüento mais ver os garçons chamando de “caipirinha” qualquer tipo de fruta misturada com qualquer tipo de destilado. É um tal de “caipirinha de vodka”, “caipirinha de sakê com frutas vermelhas”, “sakerinha de lichia”, e por aí vai, segundo o gosto e criatividade dos mais variados barmen. Caipirinha é caipirinha: limão, pinga, açúcar e gelo!


Agora, o pior mesmo é quando gente que critica isto, como eu, cai na onda…


Foi o que aconteceu hoje. Aproveitei uma calda de jabuticaba que eu tinha na geladeira (peguei 500g de jabuticaba, espremi para tirar a polpa, coloquei as cascas em uma panela com meia xícara de açúcar e um pouco de água. Fervi até dar o ponto.) e misturei com uma dose de vodka. Como chamar isto? Jabutiroska? Não sei…ficou gostosinho, mas nada que mereça repeteco. A foto está melhor que o drink.


De modo que viva a caipirinha! Com pinga amarela!

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© 2020 Rogério Moraes